Compartilhe a experiência de doar sangue
Aproveitando a campanha do Ministério da Saúde e o incidente do FISL 10, convido os leitores a contar como foi a sua última doação de sangue. Quero fazer uma coleção de relatos aqui, para que as outras pessoas se sintam ainda mais motivadas a doar também!
No meu caso, a doação de sangue mais recente foi em Ribeirão Preto (SP), antes de eu me mudar para Linhares (ES). O período mínimo entre as doações já tinha passado, e eu sabia que por um ou dois meses minha vida seria tumultuada o suficiente para eu não encontrar tempo para doar sangue. O posto de coleta estava quase vazio, como de costume, mas dessa vez demorou uns 15 minutos entre eu chegar e a coleta de sangue chegar, porque os computadores estavam fora do ar. Eu tinha tomado um analgésico para dor de cabeça (dica: não foi o demerol
), mas o tempo mínimo já tinha passado, então isso não impediu a doação. Foi engraçado ter que explicar algumas vezes que eu já não tinha endereço fixo (já tinha entregado as chaves do apartamento anterior, e não tinha ainda alugado apartamento em Linhares), mas dei o endereço de meus pais. Também avisei que não poderia voltar para pegar a carteirinha, mas que na eventualidade do banco de sangue precisar entrar em contato comigo, bastava usar o e-mail. A doação de sangue em si foi como sempre, parecendo um intervalo de filme na televisão: comprido demais para se ficar parado, curto demais para se ler ou fazer qualquer outra coisa. Eu fiquei de olho, e o material usado era recém-aberto e foi descartado depois da doação. Como (quase) sempre, a pessoa que coletou o sangue tinha uma habilidade impressionante, e apesar da agulha ser bem grossa a doação quase não doeu. O lanche na saída foi gostoso, como de costume, até atrasei um pouco o jantar por causa dele. Vai ser uma pena não voltar lá para ver o pessoal!
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Costumo doar sangue sempre que posso e as condições são realmente ótimas.
As enfermeiras são gentis e o material realmente é descartado. Não há por que ter medo de contrair doenças ao doar sangue.
Eu doei várias vezes no Hospital das Clínicas e no hospital do câncer em São Paulo. Em todas as vezes fui muito bem tratado e nunca fiquei esperando demais. o HC inclusive te dá a opção de agendar sua doação e passar na frente da fila. Outra coisa que seria legal você comentar Leonardo, é a doação de glóbulos brancos. Quando fiz a enfermeira comentou que uma doação pode ajudar cerca de 30 pessoas e que em 48 horas o nível já voltaria ao normal. O único empecilho é que essa doação demora cerca de 90 min (o que é bastante tedioso
)
De qualquer maneira, doe sangue. E fique ligado nos critérios dispostos em todo posto de doação para não oferecer perigo a quem recebe seu sangue. E seja realmente sincero ao responder as questões da assistente social.
Abraços e parábens pela iniciativa Leonardo
Rodrigo, glóbulos brancos ou plaquetas? Apesar de eu nunca ter visto, sei que existe doação por aférese, que retira apenas um componente, geralmente as plaquetas. Realmente a pessoa sente menos falta, até porque o normal são mais que 150 mil plaquetas por mm³, mas 50 mil já são o suficiente para tolerar uma cirurgia. Para o receptor, a vantagem é que é necessário misturar o sangue de menos gente na hora de repor as plaquetas, de forma que diminui ainda mais a chance de contrair alguma doença pelo sangue. Essa change hoje em dia é muito. muito pequena, mas algumas pessoas recebem hemoderivados de vários doadores com muita freqüência, e aí o risco aumenta…
Fui doador desde os 21 anos de idade até os 30, e doava sangue 4 vezes ao ano (limite imposto pelo Ministério da Saúde, pois um homem pode doar sangue de 2 em 2 meses, ou seja, 6 doações por ano). Só parei de doar porque hoje faço tratamento contra espondilite anquilosante, com sulfassalazina e metotrexato. Já tive medo de agulhas quando criança (qual criança não tem?) mas depois que um professor meu da PUCRS precisou doadores (ele ia fazer uma cirurgia de ponte de safena), peguei gosto pela coisa e não parei mais. Aqui em Porto Alegre doei sangue em alguns hospitais, sendo que no Hospital da ULBRA as enfermeiras do hemocentro já me chamavam pelo nome sem precisar olhar meu documento de identidade.
Fui doador no Hospital Nossa Senhora da Conceição, na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (onde fizeram confusão com meus exames e disseram que eu estava com hepatite C, mas tudo não passou de um mal entendido no laboratório) e a minha primeira doação foi num laboratório no centro de Porto Alegre (cujo nome não recordo agora).
Sinto falta de doar sangue, e fico chateado também por saber que tem muita gente que não doa porque acha que dói ou que nunca vai precisar… Os hemocentros precisam muito de doadores, lembrando que o tipo O- é o doador universal, e o AB+ é o receptor universal. O meu é A+.
Bremm, tive uma experiência semelhante uma vez, só que no meu caso foi hepatite B. Os hemocentros calibram os aparelhos para ficarem muito sensíveis, de forma a não deixar escapar praticamente nenhum caso, mesmo que às custas de dar positivo (“doente”) em algumas pessoas sadias. No meu caso, não fiquei muito nervoso, já sabia que não tinha como eu ter pego hepatite B, e eu já sabia dessa sensubilidade excessiva dos testes de hemocentro
Compartilhe a experiência de doar sangue…
Você já doou sangue? Conte como foi! Se você nunca doou, confira esses relatos!…
Ainda não doei sangue, meu medo não é agulhas ou doenças (se tudo for sempre limpinho e descartável), há um ano tive começo de anemia, minhas plaquetas estavam mais baixas que o normal, hoje estou bem melhor, mas peso 58 kg e meço 1,75 m. O limite de peso é 50 kg para doar, é estranho mas é como eu me sentisse ainda muito ”fraquinha” para doar. Meu metabolismo é beeem acelerado, emagreço com muita rapidez e tenho muito medo de ficar com anemia de novo, é um fantasma que tenho em mente, mas vou ser doadora sim, por isso faço dieta de engorda (risos) tomo até sustagem para me ajudar…
Enfim hoje estou fazendo uma campanha na empresa em que eu trabalho, para doarem sangue, um senhor que trabalhou conosco e hoje é aposentado precisou de sangue ao ser operado no Hospital Santa Isabel em Blumenau, SC, e então precisam fazer a reposição deste sangue. Vamos tentar concientizar quem está em condições de doar, inclusive a mim, levando em consideração as minhas condições também.
Simone, pode ficar tranqüila quanto ao peso, eu peso 57,7kg e doo sangue sem problema. Na verdade eu até passei mal na primeira doação, talvez por estar sem comer havia 5 horas, mas isso nunca mais aconteceu. Se você estiver saudável, a doação não causa anemia, mesmo doando três vezes por mês. O problema é que no dia da doação você não vai poder fazer muito esforço.
Obrigado pela campanha!
Leonardo,
por coincidência, estávamos hoje no almoço conversando sobre todos do meu setor irmos fazer doação. Então a minha próxima doação provavelmente será coletiva.
Bom, mas voltando a minha última doação. Na verdade, foi uma não-doação.
Um colega estava com o tio precisando de sangue e me ligou para ir fazer a doação. Ele me pegou no trabalho e fomos ao Hemonorte (onde sempre doei), mas acabei esquecendo de levar documentos e não pude fazer a doação.
Essa prática é padrão para todos os orgãos que recolhem sangue? Acho que deveria haver alguma flexibilidade, ou mesmo o sistema ter nossa foto ou alguma outra forma de reconhecimento.
Não sei o motivo exato, mas os bancos de sangue são mesmo todos muito exigentes com documentação. Até hoje só doei em dois lugares diferentes, então várias vezes em cada um. (Uma vez levei a esposa para doar sangue e me perguntaram “já voltou?!”) E mesmo assim, a cada vez eu precisava mostrar os documentos, mesmo já estando cadastrado.
Talvez eles devessem fotografar os doadores com uma webcam na primeira doação
Eu doei sangue uma vez ano passado, e duas nesse ano, em Osasco-SP, no Hospital Regional. Lá tem uma unidade do Pró-Sangue.
Sempre tive veias boas nos braços. Não dá pra ver, mas pra sentir com os dedos. Resolvi doar, e me senti bem com isso. Doeu menos do que eu imaginava. Depois tem lanche e suquinho
Uma dica, pra pessoas que tiveram gripe (mesmo a normal) espere um tempo antes de doar sangue, uma semana ou mais. Quando fui doar, no começo do ano, fazia pouco tempo que tinha tido uma gripe, e fui pego num teste que acusa Hepatite. Fui lá, fiz exames de novo pra provar que não tinha hepatite e fui liberado pra doar novamente depois de uns meses (os três meses aplicados ao homem). De qualquer maneira, meu sangue foi descartado naquela doação
Outra coisa: Não sei se a política dos bancos de sangue é comum a todos, ou se varia, mas aqui em Osasco, durante a entrevista, me perguntam se eu tive relações sexuais com pessoas do mesmo sexo no último ano. Respondi que não, mas perguntei se isso impediria alguém de doar. A mulher da entrevista respondeu que isso enquadra a pessoa num grupo de risco, e que eles preferiam que não doassem. Mas EU NÃO SEI SE ESSA É A POLÍTICA OFICIAL, mesmo pro Pró Sangue. Eu recomendo que quem estiver nesse grupo e quiser doar, pergunte antes pro órgão. No caso do pró-sangue, há um canal de e-mail e chat que você pode utilizar: http://www.prosangue.sp.gov.br/prosangue/actionfaleconosco.do#atendimento
Não estou dizendo que concordo com essa política. Só estou postando como aviso.
Renan, essa pergunta é feita em todos os postos de coleta de sangue que conheci. A prevalência de AIDS entre homens que fazem sexo com outros homens é 11 vezes maior que a da população total. Isso não pode deixar de ser levado em consideração durante a triagem, ainda mais com a famosa “janela imunológica” de meses entre a contaminação e a positivação do exame.
Sou doador de sangue há varios anos, alternando doações. Este ano doei no dia 25 de abril de 2009 no Hospital do Servidor Público Estadual, e no dia 06 de setembro de 2009 doei aí no Prosangue. Em todas as doações realizadas anteriormente todos os exames foram negativos, e para minha surpresa no dia 15 de outubro de 2009 recebi uma correspondencia da Prosangue para que eu comparecesse e realizasse novo exame, e no dia 16 de outubro efetuei novo exame. No dia 03/11/2009 fui buscar o resultado, e a Dra. que me atendeu disse que no primeiro exame realizado foi constatado Hepatite C, e na contra-prova realizada foi negativado, ela disse que o primeiro exame foi um FALSO-POSITIVO, mesmo afirmando que eu não tinha hepatites, e nenhuma outra doença que impedisse a doação de sangue, ela disse que nunca mais poderia doar sangue ai no Prosangue, pois já estava no “sistema”.
“Um teste positivo pode estar errado, isto é, um falso-positivo e significa que o teste deu positivo, mas é realmente negativo. Isto acontece freqüentemente em pessoas que têm um baixo risco para a doença. Por exemplo, falsos testes de ANTI-HCV positivos acontecem mais freqüentemente em pessoas doadores de sangue que estão com baixo risco para hepatite C. Então, é importante confirmar um teste ANTI-HCV positivo com um teste suplementar. No sentido contrário, pessoas com infecção recente podem não ter desenvolvido níveis de anticorpo bastantes altos para que o teste os possa medir e já são portadoras”. (Texto extraido do extraído do site “grupoesperanca.org.br/diagnostico)
Mesmo tendo sido negativado nos exames, me sinto injustiçado, é como se fosse acusado de um crime e após a comprovação da minha inocencia, o “sistema” continua a me acusar. O “sistema” manda mais que as pessoas que o controlam.
Estou revoltado e indignado com tal situação. Como eu muito doadores ficam impedidos de doar, mesmo não tendo nenhuma doença.
É muito burocrático e desumano o que eles fazem pois o “sistema” pode estar impedindo pessoas sãs de doarem, em detrimento da vida de muitas outras pessoas.
Valdir, entendo o que você está sentindo. É muito frustrante ver nossas boas intenções serem impedidas de se realizar. Aparentemente os hemocentros são extremamente conservadores quando se trata de risco para os receptores de sangue e hemoderivados. Como você tem costume de doar em dois locais diferentes, você poderia conversar no outro lugar para ver se eles concordam com a conduta!
Olá pessoal!
Eu sempre sonhei em completar meus 18 anos logo para doar sangue.Sempre tive muita vontade e quando tive oportunidade começei a doar.Doava com frequência.Esperava o intervalo necessário e la estava eu novamente para mais uma doação.Porém da ultima vez que doei sangue deu positivo para hepatite.Eles me ligaram e pediram pra repetir o exame.Novamente deu positivo.Eu fiquei muito tristre, pq eu não tinha hepatite.Tinha tomado as 3 vacinas contra hepatite e não tive nenhum contato com algo de risco que me lembre.Nessa época a médica me disse que eu não poderia doar mais sangue e me pediu pra fazer pela terceira vez o exame.Na terceira vez deu negativo.A médica me disse que o exame é muito sensível, que por algum motivo deu positivo nas outras duas vezes mas que eu não tinha doença, nem nada, porém não poderia doar mais sangue.Eu fiquei arrasada, pq extava proibida de fazer aquilo que eu sempre sonhei.As vezes tenho vontade de ir em outro hemominas pra ver se eu consigo passar pelo sitema e conseguir doar sangue.Sei que isso é errado, mas a vontade de doar é muito grande.Fico triste por isso.
eu gostaria de saber se a pessoa estiver com o critócrito alto pode ou não doar sangue, e se isso pode ser algo muito grave, me respondam urgente por favor preciso dessa resposta urgente
Imagino que você esteja falando de hematócrito. Existe um valor de referência, que varia de acordo com sexo, altitude e o tabagismo. O motivo mais comum para alguém não poder doar sangue é o hematócrito baixo, mas se você tiver um hematócrito superior à faixa “normal”, é melhor consultar um hematologista (médico de sangue). Hematócrito baixo é geralmente anemia, e pode ser tratado por um médico de família ou clínico geral.
Eu fiz alguns exames no inicio do mês de dezembro que deram negativos para hepatite ABC e negativo para HIV tbm,depois que vi meus exames negativos em tudo, procurei o hemominas ,depois que fiz esses exames doei sangue, mais eles me mandaram uma carta pedindo q voltasse e fizesse a doação dinovo, para realização de novos examesmais eunão tive nenhum comportamento de risco, será que devo me preocupar ?
Enzo se você estava com os exames normais, então é pouco provável que o Hemominas esteja interessado apenas em repetir os exames. Mas homens podem doar a cada dois meses, então talvez o motivo do chamado tenha sido a falta de sangue que costuma ocorrer nessa época do ano.