Mais sobre a integração do litl com a web
Recentemente, em meu artigo sobre o lançamento do webbook da litl, mencionei minha preocupação com a falta de interoperabilidade. Hoje Havoc Pennington, um dos grandes nomes do GNOME que participaram da elaboração do webbook, publicou um artigo em seu blog defendendo seu produto como uma resposta ao fato das pessoas frequentemente precisarem de ajuda para usar seus próprios computadores. A falta de opções de hardware e software são mencionados como um grande eliminador da necessidade de configurar e/ou gerenciar o computador, mas ao integrar com a Web optou-se por serviços fora do controle da empresa:
[...] um princípio do projeto do litl é usar todo e qualquer serviço ou aplicativo web existente, em vez de reinventar a roda. Nós decidimos usar o webmail em vez de criar nosso próprio aplicativo de e-mail, nós decidimos usar o Flickr e o Shutterfly em vez de inventar nosso próprio site de armazenamento e compartilhamento de fotos, e por aí em diante. Nós vemos nossa meta como melhorar a web, e ajudar as pessoas a usá-la, em vez de substituí-la por um “jardim murado” de serviços com a marca da litl.
O fato do webbook não ser um “jardim murado” é importante, pois significa que seus usuários poderão compartilhar fotografias com quem não é cliente da litl. Mas as opções parecem restritas: só duas opções de sites de compartilhamento de fotografias, integração com Facebook mas não com Orkut, e por aí vai. Isso é que pode pesar contra, a não ser que existam extensões para quase todas as opções de serviços na Web.
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[...] Quando fiquei sabendo do lançamento no webbook Litl eu pensei “Droga, acabei de encomendar um netbook!” Mas, pensando bem, o Litl não é para mim. Para começar, eu não estou tão conectado à internet ao ponto de mover minhas fotos de meu computador para “a nuvem”. Segundo, não sou um consumidor tão ávido assim de tecnologia, minha televisão nem é digital. E por fim, estou procurando algo versátil, que eu possa fuçar e que sirva para trabalhar, e não um eletrodoméstico. Mas obviamente existe todo tipo de necessidade por aí, e imagino que o Litl vá conquistar seu espaço no nicho dos portáteis, competindo com Maemo/Symbian/Android/Moblin/Windows mas ao mesmo tempo estabelecendo um diferencial. De uma certa forma, a Litl está tentando fazer com seu webbook aquilo que a Asus tentou e não conseguiu fazer com seus primeiros EEE. Só espero que a interoperabilidade dos dados não seja neglicenciada. (Leia também: Mais sobre a integração do litl com a web.) [...]