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	<title>Leonardo Fontenelle &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Tradutor do GNOME para o português do Brasil</description>
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		<title>Entrevista com Tiago Casal, tradutor brasileiro do Orca</title>
		<link>http://leonardof.org/2009/08/16/entrevista-com-tiago-casa-tradutor-brasileiro-do-orca/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 19:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
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		<category><![CDATA[Mozilla]]></category>
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		<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Tiago Melo Casal fala sobre estado atual, o histórico e as perspectivas da Acessibilidade do GNOME e outros projetos de software livre. <a href="http://leonardof.org/2009/08/16/entrevista-com-tiago-casa-tradutor-brasileiro-do-orca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orca_(gnome)">leitor de tela Orca</a> é provavelmente um dos softwares melhor traduzidos de todos os tempos, graças aos abundantes comentários que os desenvolvedores deixam para os tradutores entenderem melhor as mensagens sendo traduzidas. No caso da equipe brasileira de tradução do GNOME, a tradução do Orca tem um ingrediente especial: <strong><a href="http://intervox.nce.ufrj.br/~tcasal/index.htm">Tiago Melo Casal</a></strong>. Além de revisar a tradução do Orca a cada lançamento, Tiago usa o aplicativo todos os dias e está em contato com vários outros cegos que usam software livre. Com certeza, uma bela forma de se fazer Garantia de Qualidade! Variando um pouco do tema deste blog, convidei Tiago Casal para uma entrevista sobre o estado atual, o histórico e as perspectivas da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acessibilidade">Acessibilidade</a> do GNOME e outros projetos de software livre.</p>
<p><span id="more-650"></span></p>
<p><strong>Começando pelo começo: Você poderia falar um pouco sobre você mesmo?</strong></p>
<p>Sou Tiago, Brasileiro, nasci em 18 de Julho de 1985 em Salvador capital do Estado da Bahia. Sou cego, nasci com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Retinose_pigmentar">Retinose Pigmentar</a>. Atualmente moro no Estado do Ceará, com minha companheira que também é cega.</p>
<p>Diariamente utilizo computador, Orca, GNOME e Linux.</p>
<p>Por volta de 2002/2003, ouvi falar em Linux, em Software Livre e Open Source, me interessei e comecei a procurar e ler na internet textos sobre o assunto. Na época, não havia para Linux recursos de acessibilidade voltados para a realidade dos cegos brasileiros, como síntese de voz (via software) em Português. Havia leitores de tela para modo texto, utilizando síntese de voz via Hardware ou utilizando Linhas Braille, equipamentos que não eram comuns no Brasil. Por outro lado, os softwares de síntese de voz em sua maioria só falavam em Inglês. Leitor de telas para o ambiente gráfico, eu desconhecia.</p>
<p>Comecei a utilizar o Linux com o <a href="http://intervox.nce.ufrj.br/linvox/">Linvox</a> em 2004, um projeto brasileiro que trazia num LiveCD o Linux Kurumin com o <a href="http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/">Dosvox</a> funcionando através do WINE. O Dosvox é um conjunto de programas para cegos com síntese de voz em Português (via software), como Editor de Textos, Navegador de Internet, Cliente de Correio Eletrônico, Telnet Falado e outros programas, inicialmente era para ambiente DOS e depois passou para ambiente Windows, por isso a necessidade do WINE, eu utilizava o Shell no Linux através do Telnet Falado do Dosvox.</p>
<p>Em 2006 criei a lista de discussão Linvox no Yahoo Grupos, onde diversas pessoas trocam experiências sobre Acessibilidade no Linux.</p>
<p>A autonomia dos cegos melhorou com toda a infra-estrutura de Acessibilidade desenvolvida no GNOME, com os leitores de telas para aplicativos em GTK+, principalmente com o Leitor de telas Orca. O Orca fez a diferença e o GNOME tornou-se referência de Ambiente Gráfico Acessível. A primeira distribuição Linux que trouxe o GNOME com Orca e uma maneira simples de um cego iniciar o LiveCD, utilizar o sistema e instalá-lo sem a ajuda de alguém que enxergue, foi o Linux Ubuntu. Comecei a utilizar o Orca com voz em Espanhol em 2006, em 2007 já foi possível utilizar o Orca com fala em Português, graças ao eSpeak, software de síntese de voz com fala em diversos idiomas. De lá para cá, o GNOME e o Orca só têm evoluído, aplicativos em GTK+ têm melhorado a acessibilidade, como o Firefox que deu um grande salto em Acessibilidade com a versão 3.0.</p>
<p><strong>Além do Orca, quais outras qualidades da acessibilidade do GNOME? E o que é que precisa melhorar?</strong></p>
<p>No geral, o GNOME é muito acessível, com desenvolvimento ativo da infraestrutura básica de acessibilidade &mdash; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Accessibility_Toolkit">ATK</a>/<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Assistive_Technology_Service_Provider_Interface">AT-SPI</a> &mdash;, do leitor de telas Orca e de outros projetos da área. Em específico para meu caso e das pessoas que não enxergam, podemos utilizar mais de 80% do GNOME em conjunto com aplicativos em [ou que interagem com] GTK2, como: Nautilus, GEdit, Editor de textos do OpenOffice/BROffice, Firefox/Iceweasel, gnome-terminal, Adobe Reader, Brasero, e outros.</p>
<p>A acessibilidade do GNOME está disponível para os aplicativos escritos em GTK2 e utilizando o ATK/AT-SPI, a inacessibilidade aparece quando um aplicativo é desenvolvido sem vínculo com o ATK/AT-SPI e em aplicativos antigos desenvolvidos em GTK1.2 ou anterior. Uma das maneiras de evitar que a acessibilidade seja esquecida seria embutir no GTK+ o código do ATK/AT-SPI. [Nota: o GAIL, que fazia a ponte entre o ATK, foi <a href="http://bugzilla.gnome.org/show_bug.cgi?id=169488">incorporado ao GTK+ em dezembro de 2007</a>.]</p>
<p><strong>Quão bem funciona o Orca com outros kits gráficos, como o Qt?</strong></p>
<p>Por enquanto o Orca não trabalha com aplicativos em Qt, só com GTK2, PyGTK2, Java (via Java-Access-Bridge)&#8230; Talvez seja possível o Orca ler aplicativos em Qt, após os esforços que estão sendo realizados para o AT-SPI utilizar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D-BUS">D-Bus</a>.</p>
<p><strong>Como é a acessibilidade do GNOME comparada à de outros ambientes de trabalho livres ou fechados?</strong></p>
<p>Os ambientes em GTK2 se beneficiaram da infraestrutura de acessibilidade do GNOME, tais como XFCE e LXDE, mas o GNOME leva a acessibilidade &#8220;mais a sério&#8221;, se é que posso me expressar dessa forma. Por enquanto o KDE não fornece a autonomia aos cegos que o GNOME proporciona. Eu desconheço se tem Acessibilidade no Enlightenment e em outros ambientes para Unix e Linux. Não há como comparar o ambiente GNOME com o ambiente da MS, muitos dos leitores de tela para Windows são de terceiros e comerciais, o leitor de tela Narrator da MS não é bom e por isso que se utiliza os outros; comparando o que o leitor de tela Orca faz com o que o leitor de tela <a href="http://www.nvda-project.org/">NVDA</a> para Windows faz (leitor livre), penso que pulando as questões sobre as diferenças dos ambientes, eles cumprem o propósito, que é permitir o acesso as tarefas do cotidiano, como utilizar o navegador de diretórios e arquivos, navegação na internet, editores de texto, reprodução de multimídia e gravação de CD, etc. Sobre o Mac OS e seu leitor de tela, não tenho o que dizer porque não tenho experiência com Mac OS.</p>
<p><strong>Você testou recentemente algum navegador da web baseado em Webkit? Como anda o suporte a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/WAI-ARIA">WAI-ARIA</a>?</strong></p>
<p>Tentei utilizar o Google Chrome 3.0.192.0-r19969 para Linux (Webkit), mas não tive acessibilidade ao conteúdo das páginas, a dupla Orca e Firefox (Gecko) é a que está dando certo, os outros navegadores gráficos de internet que testei, sendo em GTK tem acessibilidade nos menus do aplicativo mas não tem acessibilidade na área de exibição das páginas, os em Qt por enquanto são inacessíveis.</p>
<p>O Orca tem suporte com o Firefox a páginas que seguem a especificação WAI/ARIA, o problema da acessibilidade na web está principalmente nos sites que não são desenvolvidos seguindo os padrões de acessibilidade como o WCAG, WAI/ARIA, e novos padrões em desenvolvimento pelo W3C. Acessibilidade é para todos, não é somente para deficientes, desenvolver um site seguindo os padrões de acessibilidade garante que todos poderão ter acesso ao site, que navegadores textuais e navegadores mais antigos iram acessar o site, todos saem ganhando!</p>
<p><strong>Você estava falando do LiveCD do Ubuntu. Quais são, hoje em dia, as distribuições mais acessíveis aos cegos, tanto para uso cotidiano quanto para instalação?</strong></p>
<p>Vou citar algumas distribuições Linux, sendo que eu direi sobre facilidade ou dificuldade tendo como base a utilização por cegos brasileiros, que na sua maioria não têm acesso a hardware de síntese de voz ou Linha Braille, portanto necessita de síntese de voz via software. Para iniciante, eu considero até o momento o Ubuntu a distribuição mais fácil para começar a utilizar o Linux, é possível o cego sem ajuda de alguém que enxerga utilizar via LiveCD, instalar e utilizar diariamente; outra distribuição boa é o Mandriva, também dá para utilizar pelo LiveCD, instalar e utilizar diariamente. Tem também o OpenSolaris, um Unix acessível, dá para utilizar pelo LiveCD, instalar e utilizar diariamente. Voltando para as distribuições Linux, o Fedora 11 veio com GNOME e Orca, vem com um soft de síntese de voz com uma fala em inglês, é uma voz muito boa, mas como só trouxe um idioma, o que dificulta na instalação por pessoas falantes de outros idiomas, após instalar o Fedora 11 e instalando posteriormente falas no idioma de quem está utilizando o sistema, resolve a questão, mas se já tivesse falas em outros idiomas no CD, como o software eSpeak, seria bem melhor. Um amigo testou o OpenSuSE, no geral ele gostou da acessibilidade. É possível utilizar o Slackware, mas no momento é necessário a ajuda de alguém que enxergue na instalação, até que o cego possa utilizar o sistema com algum leitor de tela de modo texto ou um gerenciador de janela em GTK2 com o Orca. Atualmente eu utilizo o Debian, por enquanto o instalador texto não tem software de síntese de voz (só síntese via hardware ou Linha Braille), mas tudo indica que está caminhando para isso na próxima versão, se realmente acontecer será um diferencial muito importante de outras distribuições. Existem e existiram distribuições Linux específicas para cegos, como o <a href="http://cd.oralux.net/">Oralux</a> que foi descontinuado, atualmente tem algumas distribuições, mas o interessante é que as grandes distribuições integrem os recursos de acessibilidade disponíveis.</p>
<p>No geral, penso que qualquer distribuição que tiver instalado um software de sínteze de voz (prefiro o eSpeak porque tem fala em diversos idiomas), tiver um leitor de tela de modo texto e tendo o GNOME como gerenciador de janelas (que já vem com o Orca), já dá para um cego utilizar o sistema, dá também se o gerenciador de janelas for em GTK2 (LXDE ou XFCE, configurando algumas variáveis dá para ter acessibilidade).</p>
<p><strong>Então o eSpeak tem uma opção de voz para português do Brasil? Eu ia mesmo perguntar quais são as opções de síntese de voz para brasileiros. O Dosvox, imagino, não funciona com o Orca.</strong></p>
<p>Falando mais um pouco sobre o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADntese_de_voz">TTS</a> (Texto para Fala) <a href="http://espeak.sourceforge.net/">eSpeak</a>: as regras do eSpeak para falar em português do Brasil foram implementadas pelo amigo Cleverson Uliana (em outubro/novembro de 2006), permitindo a utilização do Orca e outros leitores por mais pessoas no Brasil, antes da tradução do eSpeak para Português do Brasil utilizávamos o TTS <a href="http://www.cstr.ed.ac.uk/projects/festival/">Festival</a> com fala em Inglês ou Espanhol, existia uma fala para o Festival em Português mas não era de fácil instalação e com a dependência de um componente extra com licença restritiva. Outro TTS com falas em Português do Brasil é o <a href="http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola.html">MBROLA</a> (Banco de dados de voz BR1, BR2 e BR3), a licença do MBROLA é livre e restritiva em alguns pontos, a distribuição Oralux que foi descontinuada, vinha com fala em alguns idiomas e em Português utilizando o MBROLA. Atualmente está em desenvolvimento o Banco de Dados de Voz BR4 em MBROLA, fala conhecida como Liane TTS, em desenvolvimento pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e pelo NCE/UFRJ (Núcleo de computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro), é uma fala Brasileira com qualidade; também está em desenvolvimento um driver para a utilização da Liane TTS com o GNOME e o Orca, sendo testado pela comunidade com êxito; a Liane TTS também é utilizada pelo Dosvox no Windows. Se a pessoa desejar, pode utilizar o eSpeak como interface para se utilizar as falas do MBROLA, como as falas Brasileiras BR1, BR3 e até a BR4 (Liane TTS), utilizar as falas em outros idiomas do MBROLA, também as regras para o Português do Brasil foram feitas pelo Cleverson Uliana, com isso, pode-se utilizar o MBROLA via eSpeak com o Orca e outros leitores, no Linux e no Windows. Há alguns softwares de síntese de voz comerciais, cito o <a href="http://voxin.oralux.net/">VoxIn</a> por ser o melhor em minha opinião, com opções de fala em diversos idiomas e pelo valor ser barato, custa em torno de 5 euros a fala para cada idioma disponível.</p>
<p>O Dosvox é um conjunto de programas, é desenvolvido no NCE/UFRJ, inicialmente era para DOS e depois passou para Windows, tem uma síntese de voz própria e em Português, também pode utilizar outros TTS em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Speech_Application_Programming_Interface">SApi4 e/ou SApi5</a> (sistema de fala da MS), e suporta Liane TTS. Penso que existe um projeto para portar o Dosvox para Linux, mas por enquanto quem gosta do Dosvox<br />
utiliza ele no Linux através do WINE, como é um sistema de programas com fala não há necessidade de leitor de tela para os programas do Dosvox, também como o WINE não é em GTK+ ele não é acessível para o Orca.</p>
<p><strong>O que significa BR1, BR2, BR3, BR4?</strong></p>
<p>É o nome dos arquivos com o banco de dados de voz para mbrola, as letras são a sigla do país e o número indica normalmente ordem cronológica de lançamento (pode ser o aprimoramento do lançamento anterior como pode ser um outro produtor que fez um novo banco de dados de voz naquele idioma). O MBROLA tem uma página com <a href="http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola/mbrola_entrypage.html">amostras em arquivos .wav dos bancos de dados de voz</a>. As vozes do mbrola br1, br2 e br3 (masculinas) são do mesmo produtor e na prática não tem muita diferença, enquanto a br4 (feminina) está sendo desenvolvida pelo Serpro e NCE/UFRJ.</p>
<p><strong>Na hora de usar o computador, existe alguma diferença entre ter nascido cego e ter-se tornado cego já quando criança ou adulto?</strong></p>
<p>Para a pergunta é difícil de dar uma resposta definitiva, pois varia muito de pessoa para pessoa, depende se a pessoa gosta de computador ou tem desejo de aprender a utilizar, o grau de aprendizagem e de habilidade da pessoa, o que ela quer obter utilizando o computador; levando esses fatores em conta, penso que não há diferença se a pessoa é cega desde que nasceu ou se ficou cega, penso que a diferença está mais nas características pessoais de cada um.</p>
<p><strong>Quais são as suas expectativas para o GNOME 3.0?</strong></p>
<p>Espero que o GNOME continue acessível, que mais desenvolvedores contribuam para a acessibilidade ser aperfeiçoada e que a Acessibilidade seja intimamente ligada ao GNOME 3, que GNOME e aplicativos em GTK sejam sinônimos de Acessibilidade.</p>
<p><strong>Você gostaria de deixar mais algum recado para os leitores do site?</strong></p>
<p>Antes, gostaria de agradecê-lo pelo convite para essa entrevista, gostei de responder às perguntas, respondi de acordo com o que penso sobre os assuntos, espero ter contribuído em algo para os leitores. </p>
<p>Indico as seguintes páginas em português:
<ul>
<li><a href="http://br.groups.yahoo.com/group/linvox/">Lista de discussão Linvox</a> no Yahoo Grupos</li>
<li>Site <a href="http://www.linuxacessivel.org/">Linux Acessível</a> do amigo Fabiano Fonseca</li>
</ul>
<p>Acessibilidade é do interesse de todos! Parabéns a todos que fazem o GNOME! Um forte abraço a todos os meus familiares e amigos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Interview with Brazilian Orca translator Tiago Casal</title>
		<link>http://leonardof.org/2009/08/09/interview-with-brazilian-orca-translator-tiago-casal/</link>
		<comments>http://leonardof.org/2009/08/09/interview-with-brazilian-orca-translator-tiago-casal/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[English]]></category>

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		<description><![CDATA[Tiago Melo Casal speaks about the current state, the history and the expectations for Accessibility in GNOME and other free software projects. <a href="http://leonardof.org/2009/08/09/interview-with-brazilian-orca-translator-tiago-casal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Orca is probably one of the best translated software packages ever, thanks to the comments the developers leave for the translators so that we (the translators) can better understand what we are translating. When it comes to the Brazilian Portuguese translation team, the Orca translation gets an special ingredient: <strong><a href="http://intervox.nce.ufrj.br/~tcasal/index.htm">Tiago Melo Casal</a></strong>. Besides reviewing the Orca translation for every release, he uses the application every day and is always in touch with other blind people using free software. <em>That</em> is Quality Assurance! <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' />  Changing a little bit this blog&#8217;s theme, I invited Tiago Melo for an interview about the current state, the history and the expectations for Accessibility in GNOME and other free software projects.</p>
<p><span id="more-656"></span></p>
<p><strong>First things first: Could you talk about yourself?</strong></p>
<p>I&#8217;m Tiago, born in July 18, 1985 in <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Salvador,_Bahia">Salvador city</a>, capital of the Brazilian state of <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bahiahttp://en.wikipedia.org/wiki/Bahia">Bahia</a>. I&#8217;m blind, I was born with <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Retinitis_pigmentosa">Retinosis Pigmentosa</a>. Currently I live in the Brazilian state of <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cear%C3%A1">Ceará</a>, with my partner, who is also blind.</p>
<p>Everyday I use the computer, Orca, GNOME and Linux.</p>
<p>Around 2002/2003 I heard about Linux, Free and Open Source Software, got interested and started searching for it and reading about them in the Web. By that time there were no accessibility resources in Linux for Brazilian blind users, such as speech synthesis software in Portuguese. There were only text mode screen readers using speech synthesis hardware and <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Braille_display">Braille terminal</a>, which where uncommon in Brazil. Speech synthesis applications spoke mostly English, and I didn&#8217;t know any screen reader for graphical interfaces.</p>
<p>I started using Linux in 2004 with <a href="http://intervox.nce.ufrj.br/linvox/">Linvox</a>, a Brazilian project which brought a LiveCD derived from <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kurumin">Kurumin Linux</a> with <a href="http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/">Dosvox</a> working through WINE. Dosvox is an application suite for blind people with Portuguese speech synthesis software. It has a text editor, a web browser, an email client, a telnet and other applications. Initially it was for DOS, then for Windows and then WINE. I used the Linux shell through Dosvox&#8217;s Spoken Telnet.</p>
<p>In 2006 I created the Linvox mailing list in Yahoo Groups, where many people share experiences about Accessibility in Linux.</p>
<p>Blind people&#8217;s autonomy improved with the whole Accessibility infrastructure  developed in GNOME, specially with the Orca screen reader. It made the difference and GNOME became a reference in desktop environment accessibility. Ubuntu Linux was the first Linux distribution to bring GNOME with Orca and a simple way to start it in a LiveCD, use the system and install it without any aid from a sighted person. I started to use Orca in Spanish in 2006, and in 2007 it was already possible to use Orca in Portuguese thanks to eSpeak, a speech synthesis software with speech in many languages. Since then, GNOME and Orca are always evolving, GTK+ applications have being improving their accessibility, and Firefox made a leap in Accessibility with version 3.0.</p>
<p><strong>Besides Orca, what are the other strengths in GNOME&#8217;s accessibility? What needs to be improved?</strong></p>
<p>Overall, GNOME is very accessible, with the active development of the basic accessibility infrastructure &mdash; <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Accessibility_Toolkit">ATK</a>/<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Assistive_Technology_Service_Provider_Interface">AT-SPI</a> &mdash;, Orca screen reader and other projects. In the specific case of people who don&#8217;t see, we can use more than 80% of GNOME with GTK2 <i>[and GTK2 aware]</i> applications like Nautilus, Gedit, OpenOffice Writer, Firefox/Iceweasel, gnome-terminal, Adobe Reader, Brasero and others.</p>
<p>GNOME&#8217;s accessibility is available for applications written with GTK2 and using ATK/AT-SPI; accessibility is missing when an application is developed without ATK/AT-SPI and in old applications written with GTK 1.2 or previous. One way of remembering people to make their software accessible would be &#8220;embedding&#8221; ATK/AT-SPI in GTK. [Note: <a href="http://bugzilla.gnome.org/show_bug.cgi?id=169488">GAIL was incorporated to GTK+</a>.]</p>
<p><strong>How well does Orca works with other toolkits, like Qt?</strong></p>
<p>For now Orca doesn&#8217;t work with Qt applications, only GTK2, PyGTK2, Java (via Java-Access-Bridge)&#8230; Maybe it will be possible for Orca to read Qt applications after the <a href="http://a11y.org/d-bus">efforts to make AT-SPI use D-BUS</a>.</p>
<p><strong>How does GNOME compares to other desktop environments accessibility-wise?</strong></p>
<p>The GTK2 environments benefit from the GNOME accessibility infrastructure, but GNOME takes accessibility &#8220;more seriously&#8221;, if I may say so. For now KDE doesn&#8217;t provide to blind people the autonomy GNOME provides. I don&#8217;t know the accessibility state in Enlightenment and other environments for Linux and Unix. Microsoft&#8217;s environment can&#8217;t be compared to GNOME, MS Narrator is not good so people use third-party screen readers, which are generally commercial. Orca can be compared to <a href="http://www.nvda-project.org/">NVDA</a>, a free screen reader for Windows. Desktop peculiarities apart, both allow access to everyday tasks like browsing files and folders, browsing the web, editing text, playing media etc. I don&#8217;t have anything to say abvout Mac OS and its screen reader, because I don&#8217;t have any experience with them.</p>
<p><strong>Did you test recently any Webkit-based browser? How good is the <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/WAI-ARIA">WAI-ARIA</a> support?</strong></p>
<p>I tried to use Google Chrome 3.0.192.0-r19969 for Linux, but I didn&#8217;t have accessibility in the pages content. The Orca and Firefox (Gecko) couple is the one which is working. In the other web browsers I tried, if they used GTK the menus would be accessible but not the display area, and until now the Qt browsers are inaccessible.</p>
<p>Orca with Firefox supports web pages following the WAI/ARIA specification, the issue in accessibility is chiefly in sites not developed following accessibility standards like WCAG, WAI/ARIA and new standards being developed by W3C. Accessibility is for everyone, not only deficient people. Developing a site following the accessibility standarts ensures everyone  will get access to the site, text browsers and older browsers included. Everyone wins!</p>
<p><strong>You were speaking about the Ubuntu LiveCD. Today, which distributions are more accessible to blind people, with regard to both installation and everyday use?</strong></p>
<p>When I cite a Linux distribution, I&#8217;ll be talking about the easiness or difficulty of use by Brazilian blind people, who usually don&#8217;t get access to speech synthesis hardware or Braille terminals, and need speech synthesis software. For a beginner, today I consider Ubuntu the easiest distribution, a blind person can use the LiveCD, install the system and use it without any help. Another good distribution is Mandriva, and then there&#8217;s OpenSolares too; you can use the LiveCD, install and use them too. Back to Linux distributions, Fedora 11 came with GNOME, Orca and English speech synthesis. The voice is very good, but there aren&#8217;t other languages, which makes it difficult to install Fedora if you speak another language. After installing Fedora 11 and a native language the system becomes accessible, but it would be much better if the LiveCD spoke other languages, in example with eSpeak. A friend of mine tested OpenSuSE, overall he liked the accessibility. It is possible to use Slackware, but for now you need a sighted person to help you in the installation, until you can start a text mode screen reader or a GTK2 environment with Orca. Currently I use Debian; the text mode installation tool doesn&#8217;t have speech synthesis software yet (only support for speech synthesis hardware and Braille terminals), but it looks like this will be fixed in the next version. If it happens, it will be a very import differential from another distributions. There were Linux distributions targeted at blind people, like <a href="http://cd.oralux.net/">Oralux</a>, which was discontinued; there still are some distributions, but it is more interesting to have mainstream distribution with proper accessibility support.</p>
<p>In general, I think that any distribution with an installed speech synthesis software (I prefer eSpeak because it has speech in many language), a text mode screen reader, and  GNOME as the desktop environment (with Orca) will be usable by a blind person. Another GTK2 environment (LXDE or XFCE, after making some settings) will be OK as well.</p>
<p><strong>So eSpeak has a speech option in Brazilian Portuguese? I was about to ask what are the speech synthesis option for Brazilian people. Dosvox, I guess, doesn&#8217;t work with Orca.</strong></p>
<p>Talking a little more about <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Speech_synthesis">TTS</a> (Text-to-Speech) <a href="http://espeak.sourceforge.net/">eSpeak</a>: the Brazilian Portuguese speech rules were implemented by my friend Cleverson Uliana in October/November 2006, making it possible for more people in Brazil to use Orca and other readers. Before the eSpeak &#8220;translation&#8221; we used TTS <a href="http://www.cstr.ed.ac.uk/projects/festival/">Festival</a> with English or Spanish speech. There was a Portuguese speech for Festival but it wasn&#8217;t easy to install and it depended on an external component with a restrictive license. Another TTS with Brazilian Portuguese speech (BR1, BR2 and BR3 voice databases) is <a href="http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola.html">MBROLA</a>, which license is free and restrictive at some parts. The Brazilian Portuguese rules for MBROLA were set by Cleverson Uliana as well. The Oralux distribution, which was discontinued, had speech in many languages including Portuguese using MBROLA. Currently there is a MBROLA quality database named BR4 (a.k.a. Liane TTS), under development by <a href="http://www.serpro.gov.br/">Serpro</a> (Federal Data Processing Service) and <a href="http://www.nce.ufrj.br/">NCE/UFRJ</a> (Rio de Janeiro Federal University Electronic Computing Nucleus). They are developing a driver to use Liane TTS with GNOME  and Orca, which was tested with success by the community, and Liane TTS is used by Dosvox in Windows as well. One can use eSpeak as an interface to the MBROLA speeches, and this way MBROLA can be used with Orca and other Linux or Windows screen readers through eSpeak. The are commercial speech synthesis software systems as well, like <a href="http://voxin.oralux.net/">VoxIn</a>, which in my opinion is the best, with speech options in many languages, and also very affordable, costing about 5 euros each available language.</p>
<p>Dosvox is an application suite developed in NCE/UFRJ, initially for DOS and then for Windows. It has its own speech synthesis for Portuguese but can also use other TTS in <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Speech_Application_Programming_Interface">SApi4 and/or SApi5</a> (Microsoft&#8217;s speech system) and Liane TTS. I believe there&#8217;s an ongoing effort to port Dosvox to Linux, but people who like Dosvox use it through WINE. It doesn&#8217;t need an external screen reader, and it&#8217;s not accessible to Orca because WINE doesn&#8217;t use GTK+.</p>
<p><strong>What does BR1, BR2, BR3, BR4 mean?</strong></p>
<p>They are file names for the MBROLA speech databases. The letters are the country abbreviation, and the number is usually the chronological sequence; a new database can be either an enhancement of the previous one, or a completely new one. MBROLA has a page with <a href="http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola/mbrola_entrypage.html">speech databases samples.</a> MBROLA speeches BR1, BR2 and BR3 are from the same male person and there&#8217;s little difference between them; BR4 is female and is under development by Serpro and NCE/UFRJ.</p>
<p><strong>When it comes to using the computer, is there any difference between being born blind and becoming blind as a child or an adult?</strong></p>
<p>It is hard to give a definitive answer to that question, since it varies a lot from person to person. It depends on whether the person enjoys computers or wants to learn to use them, how much does the person already knows and how skilled is the person, and what does the person wants to get by using the computer. Considering all these factors, I think that there&#8217;s no difference in being born blind or becoming blind, the difference is more in the personal characteristics of everyone.</p>
<p><strong>What are yor expectations for GNOME 3.0?</strong></p>
<p>I hope that GNOME continues to be accessible, the developers keep contributing to accessibility, and that Accessibility is intimately bound to GNOME 3. I expect GNOME and GTK applications to be synonyms of Accessibility.</p>
<p><strong>Would you like to leave a message to the web site readers?</strong></p>
<p>First, I&#8217;d like to thank you for inviting me to the interview. I enjoyed answering to the questions, I answered according to what I think about the topics, and I hope to have contributed something to the readers.</p>
<p>I&#8217;d like to share some links in Portuguese:
<ul>
<li>The <a href="http://br.groups.yahoo.com/group/linvox/">Linvox mailing list</a> in Yahoo Groups</li>
<li>My friend Fabiano Fonseca&#8217;s site called <a href="http://www.linuxacessivel.org/">Accessible Linux</a></li>
</ul>
<p>Accessibility is for everyone! Thanks for everyone who make GNOME! A strong hug to my relatives and friends.</p>
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		<item>
		<title>Entrevista com Ignacio Casal Quinteiro</title>
		<link>http://leonardof.org/2008/06/19/entrevista-com-ignacio-casal-quintero/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 01:53:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Além de ser um dos principais desenvolvedores do Gtranslator, Ignacio Casal Quinteiro (Nacho) é o coordenador da equipe galega de tradução do GNOME. A princípio eu não sabia que ele era de Galiza; imaginem então minha surpresa quando um dia &#8230; <a href="http://leonardof.org/2008/06/19/entrevista-com-ignacio-casal-quintero/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além de ser um dos principais desenvolvedores do <a href="http://gtranslator.sourceforge.net/">Gtranslator</a>, <strong><a href="http://eporquenon.blogspot.com/">Ignacio Casal Quinteiro</a></strong> (<cite>Nacho</cite>) é o coordenador da <a href="http://www.trasno.net/gnome:inicio">equipe galega de tradução do GNOME</a>. A princípio eu não sabia que ele era de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Galiza">Galiza</a>; imaginem então minha surpresa quando um dia ele começou a conversar comigo via Jabber em uma língua que eu não conseguia identificar nem como portuguesa, nem como espanhola <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' />  Se você está envolvido com desenvolvimento ou tradução de software livre, ou se você está mais interessado pela língua portuguesa e seu acordo ortográfico, confira nossa entrevista!</p>
<p><span id="more-171"></span></p>
<blockquote><p>
<strong>Você poderia começar falando um pouco sobre você?</strong></p>
<p><span lang="gl">Chámome Ignacio Casal Quinteiro, teño 21 anos e son estudante de enxeñería informática. Levo xa moitos anos usando software libre e cerca de 4 anos traducindo aplicacións ao Galego. Cando comecei a traducir o Gnome estaba a un 10% a tradución, agora está a un 96%. Isto foi principalmente moito sacrificio pola miña parte para poder acadarlo, pero grazas a iso agora temos en Galiza un escritorio libre en Galego. Desde hai cousa dun ano deume por intentar aprender un pouco de Gtk+ así que como non tiñamos en Gnome un programa decente de tradución pois empecei a modificar un pouco o Gtranslator. O Gtranslator antigo ao non ter orientación a obxectos chegou un momento que me foi imposible seguir modificándoo, así que decidín facer unha rama nova e reescribilo desde cero. Na actualidade sigo traballando no gtranslator e facendo aportacións para outros programas como o Anjuta ou o Gedit. Este verán empezo unhas prácticas de empresa nas cales me vou adicar só a traballar no Gtranslator.</span></p>
<p><strong>Em abril você <a href="http://mail.gnome.org/archives/gtranslator-list/2008-April/msg00005.html">deixou o desenvolvimento do Gtranslator</a>. Quais são seus planos em relação a software livre?</strong></p>
<p><span lang="gl">Tal e como puxen enriba teño pensado seguir traducindo como programando, espero non volver a ter máis problemas coa xente do Gtranslator e espero tamén que para finais deste verán teñamos xa a versión 2.0 rematada.</span></p>
<p><strong>Como é o trabalho da equipe galega de tradução do GNOME?</strong></p>
<p><span lang="gl">Pois principalmente hai unha persoa que traduce (é dicir eu) e pouco máis, cando teño tempo traduzo e de vez en cando, surxe algún voluntario. Penso que o maior problema que estamos tendo os equipos de tradución agora mesmo é Ubuntu, que baixa moito o nivel da tradución, pero bueno xa houbo moitas discusións sobre isto e non ten pinta de que se vaia resolver.</span></p>
<p><strong>Brasil, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Portugal decidiram implementar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Como tem sido a repercussão desse acordo na Galiza?</strong></p>
<p><span lang="gl">Polo que estiven investigando, así de pronto non hai ningunha repercusión sobre Galiza este acordo. Hai algúns reintegracionistas que están dacordo co acordo pero tal e como está agora a Galiza non creo que nos vaia repercutir de ningún xeito polo de agora o acordo.</span></p>
<p><strong>Obrigado!</strong></p>
<p><span lang="gl">Espero que che sirva o que che puxen. Se non entendes nin papa dimo que cho traduzo ao inglés. Saúdos.</span>
</p></blockquote>
<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_galega">língua galega (ou dialeto)</a> me parece quase completamente compreensível, ainda que as diferenças dificultem a leitura. Pedi a Ignacio que responda <a href="http://leonardof.org/2008/06/19/interview-with-ignacio-casal-quinteir/en/">também em inglês</a>, para que toda a comunidade do GNOME tenha acesso à entrevista. Navegando a página da equipe galega de tradução do GNOME, percebi que ela é parte do <a href="http://www.trasno.net/" lang="gl">Proxecto Trasno</a>, que também hospeda outras equipes de galegas de tradução de software livre. No Brasil, estamos trabalhando para lançar um site análogo, como mencionei no <a href="http://leonardof.org/2008/04/27/de-volta-do-fisl-90/pt/">meu artigo sobre o 9º FISL</a>. Outra coisa que me chamou a atenção no <span lang="gl">Proxecto Trasno</span> foi essa <a href="http://wiki.mancomun.org/index.php/G11n">iniciativa de cooperação entre voluntários, empresas e governo para o fortalecimento da tradução de software para a língua galega</a>. Sucesso!</p>
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		<title>Interview with Ignacio Casal Quinteiro</title>
		<link>http://leonardof.org/2008/06/19/interview-with-ignacio-casal-quinteir/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 01:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
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		<description><![CDATA[Ignacio Casal Quinteiro (Nacho) is a core Gtranslator developer and coordinates the Galician GNOME translation team. At first I didn&#8217;t know he was from Galicia; then, one day he found me via Jabber and started talking with me in a &#8230; <a href="http://leonardof.org/2008/06/19/interview-with-ignacio-casal-quinteir/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nachoslog.blogspot.com/"><strong>Ignacio Casal Quinteiro</strong></a> (<cite>Nacho</cite>) is a core <a href="http://gtranslator.sourceforge.net/">Gtranslator</a> developer and coordinates the <a href="http://www.trasno.net/gnome:inicio">Galician GNOME translation team</a>. At first I didn&#8217;t know he was from <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Galicia_%28Spain%29">Galicia</a>; then, one day he found me via Jabber and started talking with me in <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Galician_language">a language</a> I couldn&#8217;t recognize either as Portuguese, either as Spanish <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' />  If you are care about free software translation, or the Portuguese language and its orthographic agreement, don&#8217;t miss our interview!</p>
<p><span id="more-172"></span></p>
<blockquote>
<p><strong>Could you please talk a little about you?</strong></p>
<p>My name is Ignacio Casal Quinteiro, I am 21 and I am studying Computer Engineering. I&#8217;ve been using free software for a long time and translating software to Galician language for 4 years more or less. When I started to translate Gnome to Galician language it was the translation at 10%, but now it is under 96%. This was a sacrifice by my own to get it, but thanks to that now we have in Galiza a free desktop in Galician. Last year I&#8217;ve started to learn a bit about Gtk+ and as we did&#8217;t have a really good translating program I decided to hack a bit in Gtranslator. The old Gtranslator doesn&#8217;t have object orientation so there was a moment that I couldn&#8217;t modify it more and I started a new branch to rewrite it from zero. Currently I continue working in Gtranslator and making some patches for other programs like Anjuta or Gedit. This summer I started working in Igalia as an intern and I am going to be focused in Gtranslator.</p>
<p><strong>Last April <a href="http://mail.gnome.org/archives/gtranslator-list/2008-April/msg00005.html">you left Gtranslator development</a>. What are your plans concerning free software?</strong></p>
<p>I hope to don&#8217;t have more problems with the Gtranslator people anymore and I hope too that we will have the 2.0 release of Gtranslator at the end of this summer. </p>
<p><strong>What is the Galician GNOME translation team work like?</strong></p>
<p>When I have some time I translate something and when there is a volunteer, I try to help him/her. I think the main problem that nowadays translation teams are having is Ubuntu, it puts the level of our translation worse that it is, but there were some discussions about it and it doesn&#8217;t appear to be solved.</p>
<p><strong>Brazil, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Tom%C3%A9_and_Pr%C3%ADncipe">São Tomé e Príncipe</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cape_Verde">Cape Verde</a> and Portugual decided to adopt the <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Spelling_reforms_of_Portuguese">Portuguese Language Orthographic Agreement</a>. What are people saying about it in Galiza?</strong></p>
<p>I was investigating a bit about it, and I think it is not going to make any repercussion in Galiza. There are some people that maybe want that for Galiza but seeing the things right now in Galiza I don&#8217;t think that this is going to make any repercussion. I hope you can get that agreement because I think it is something really good for your language.</p>
<p><strong>Thank you!</strong></p>
<p>Thanks for the interview and &#8220;saudiños&#8221;.</p>
</blockquote>
<p>The <a href="http://leonardof.org/2008/06/19/entrevista-com-ignacio-casal-quintero/pt/">Portuguese version of this interview</a> features Ignacio writing in Galician. It&#8217;s obviously different from the Portuguese language, but allows almost complete comprehension for Brazilian people.</p>
<p>Navigating through the Galician GNOME l10n team page, I found out <a href="http://www.trasno.net/">Project Trasno</a> hosts many Galician free software translation teams (GNOME included), and there is an ongoing effort to coordinate efforts of voluntary, commercial and governmental translators in Galicia. Way to go!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Entrevista com Rui Vilela, mantenedor do dicionário de português europeu</title>
		<link>http://leonardof.org/2007/06/30/entrevista-com-rui-vilela-mantenedor-do-dicionario-de-portugues-europeu/</link>
		<comments>http://leonardof.org/2007/06/30/entrevista-com-rui-vilela-mantenedor-do-dicionario-de-portugues-europeu/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 16:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicionário]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[OpenOffice.org]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>

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		<description><![CDATA[Passados 50 dias desde minha última entrevista, trago a vocês um convidado da terra de Saramago: Rui Vilela, o atual mantenedor do “dicionário” (léxico) de português europeu. Morador de Braga, e usuário do Gentoo, Rui Vilela é mestrando do Departamento &#8230; <a href="http://leonardof.org/2007/06/30/entrevista-com-rui-vilela-mantenedor-do-dicionario-de-portugues-europeu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://leonardof.org/wordpress/wp-content/uploads/2007/06/ruivilela.jpg' alt='Rui Vilela' class="alignright" />Passados 50 dias desde minha <a href="http://leonardof.org/2007/05/06/entrevista-com-djihed-afifi-da-equipe-arabe-de-traducao-do-gnome/pt/">última entrevista</a>, trago a vocês um convidado da terra de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Saramago">Saramago</a>: <strong><a href="http://natura.di.uminho.pt/~ruivilela/">Rui Vilela</a></strong>, o atual mantenedor do <em><a href="http://natura.di.uminho.pt/wiki/index.cgi?Dicion%C3%A1rios">“dicionário” (léxico) de português europeu</a></em>. Morador de Braga, e usuário do Gentoo, Rui Vilela é mestrando do Departamento de Informática da Universidade do Minho, departamento ao qual está ligado o <em><a href="http://natura.di.uminho.pt/">Projeto Natura</a></em>, de que o dicionário faz parte.</p>
<p><span id="more-66"></span></p>
<p>O dicionário de português de Portugal é o mais antigo léxico livre da língua portuguesa. Em 1995, quando Ricardo Ueda estava iniciando o <a href="http://www.ime.usp.br/~ueda/br.ispell/">antigo léxico de português do Brasil para Ispell</a>, chegou inclusive a adaptar parte do dicionário europeu. O dicionário de Portugal adota o formato <a href="http://natura.di.uminho.pt/wiki/index.cgi?jspell">Jspell</a>, desenvolvido pelo próprio <em>Projeto Natura</em>, mas cada versão é automaticamente convertida nos formatos Ispell, Aspell, Myspell e Hunspell.</p>
<p>O <em>Projeto Natura</em> realiza pesquisas e desenvolve ferramentas na área de <em>Processamento de Linguagem Natural</em> (PLN). Foi criado e é coordenado por <a href="http://natura.di.uminho.pt/~jj">José João A. G. Dias de Almeida</a>, docente do departamento, e conta ainda com Rui Vilela (mestrando), <a href="http://alfarrabio.di.uminho.pt/~albie">Alberto Manuel Simões</a> (doutorando), e outros, incluindo os estudantes que vêm e vão. Além do dicionário de português europeu e de várias ferramentas, o Projeto Natura desenvolve também o <a href="http://dicionario-aberto.net/">Dicionário Aberto</a> (com definições!), em <a href="http://pagina-a-pagina.blogspot.com/2006/04/projecto-dicionrio.html">colaboração com os Distributed Proofreaders de Portugal</a>. Um dicionário de 1913 está sendo progressivamente digitalizado, conferido, e disponibilizado na Internet. Recentemente a <a href="http://pagina-a-pagina.blogspot.com/2007/06/10000-palavras-no-dicionrio-aberto.html">letra A foi concluída</a>, alcançando a marca de 10 mil palavras.</p>
<p>Se você leu o artigo até aqui, mais tarde também vai querer saber <a href="http://www.openoffice.org.br/node/418">como Raimundo Moura mantém o <em>Verificador Ortográfico</em> do BrOffice.org</a>. Sem mais delongas, vamos à entrevista!</p>
<blockquote>
<p style="font-weight: bold">Quando e como você se envolveu com software livre?</p>
<p>Software livre ou a usar Linux, em 1998 (para serviços basicamente), desenvolvimento de aplicações em 2002, e desde 2004 que uso o Linux como desktop. [Comecei com] contribuições mínimas, geralmente com tradução de algo.</p>
<p style="font-weight: bold">Além de manter o dicionário de português europeu, de que outras formas você contribui com software livre, dentro e fora do Projeto Natura?</p>
<p>Desenvolvimento diverso de aplicações para <abbr title="Processamento de Linguagem Natural">PLN</abbr> com Perl.</p>
<p style="font-weight: bold">O que o motiva trabalhar com software livre?</p>
<p>Tento não seguir religiosamente a ideia de software livre, porque pode levar a fundamentalismo, mas além da cerveja grátis e livre, também é agradável alterar um programa para ir mais ao encontro do que eu quero. Se achar que pode ser útil para todos, distribuo.</p>
<p style="font-weight: bold">Quanto tempo você gasta desenvolvendo software livre?</p>
<p>Variável, mas acho que não tanto quanto devia.</p>
<p style="font-weight: bold">Com base na <a href="http://natura.di.uminho.pt/~jj/pln/pln.html">antiga página do Projeto Natura</a>, parece que o dicionário de português europeu foi criado por José João Almeida em 1995, como parte do Projeto Natura. É isso mesmo?</p>
<p>Começou em 1994, e foi dos primeiros correctores ortográficos a serem desenvolvidos para a língua portuguesa (senão o primeiro). O Ulisses Pinto também foi um dos autores. A página que indicaste está bastante desactualizada, mas mais informações, inclusive algumas publicações: <a href="http://natura.di.uminho.pt/wiki/index.cgi?jspell">http://natura.di.uminho.pt/wiki/index.cgi?jspell</a></p>
<p style="font-weight: bold">De que maneiras o vínculo com a Universidade do Minho propicia o desenvolvimento do dicionário e do resto do Projeto Natura?</p>
<p>O projecto Natura é um projecto de investigação não financiado. O Prof. José João Almeida exerce actividade como docente da Universidade do Minho, para além deste projecto.</p>
<p style="font-weight: bold">Se não me engano, você divide uma sala com José João Almeida e Alberto Simões. Qual é a diferença entre trabalhar em equipe ao vivo ou pela Internet?
</p>
<p>Na verdade há mais 3 pessoas no laboratório (grande), o facto de se trabalhar em equipa permite uma fluxo de ideias maior, mais interactivo, e mais rápido, do que enviar emails constantemente (por experiência própria, demora e perde-se muito tempo).</p>
<p>Com o trabalho de equipa à distância corre-se o risco de se perder o Norte.</p>
<p style="font-weight: bold">Como é o processo de incorporação de palavras ao dicionário e de manutenção do mesmo?</p>
<p>O processo de incorporação de palavras nas listas para o dicionário é feita mediante sugestões dos utilizadores, ou nós. A palavra tem de existir e ser usada na actualidade, fora está o português antigo.</p>
<p>A introdução de palavras é feita manualmente (emacs, ou vi) no sentido que temos de editar a lista de palavras, classificá-la consoante a sua morfologia e semântica se for o caso (nomes, localidades, siglas).</p>
<p>A manutenção é feita com ferramentas para verificar sintaxe, frequências, subtracção de outras listas de palavras, diferenças de versões, contra-sugestões, entre outros.</p>
<p style="font-weight: bold">Quais são os planos para o dicionário de português europeu?</p>
<p>Os planos do dicionário passam por enriquecer o seu conteúdo morfológico e semântico, inclusive definir as palavras, além de alargar a sua usabilidade. Pretende-se desenvolver ferramentas de forma a que a sua manutenção seja o mais fluído e simples para o projecto.</p>
<p style="font-weight: bold">“Inclusive definir as palavras”: você está referindo-se ao Projeto Dicionário?</p>
<p><a href="http://www.dicionario-aberto.org">http://www.dicionario-aberto.org</a>, que está a dar os primeiros passos. O mais provável é ser adicionado a um recurso acima do dicionário. Consegue-se adicionar um conjunto de termos diversos associados a uma determinada palavra, para além do necessário para a correcção ortográfica, que podem ser úteis noutros recursos de <abbr title="Processamento de Linguagem Natural">PLN</abbr>.</p>
<p style="font-weight: bold">Mais especificamente, existe algum plano de colaborar com a <a href="http://www.caixamagica.pt">Caixa Mágica</a> no desenvolvimento do <a href="http://openthesaurus.caixamagica.pt">dicionário de sinônimos</a>?</p>
<p>Não existe, o projecto do dicionário de sinónimos arrancou de forma independente, e actualmente não podemos dar uma contribuição relevante para esse projecto, que não esteja já publicamente disponível. Mas o dicionário de sinónimos é relevante para a comunidade, e possivelmente pode ser usado em outros recursos linguísticos que se desenvolvem.</p>
<p style="font-weight: bold"><a href="http://ooo.paradigma.pt/ticket/14">A partir da versão 2.0.4</a>, o OpenOffice.org português adotou o <a href="http://www.broffice.org/node/166">Verificador Ortográfico do BrOffice.org</a> em detrimento ao dicionário myspell do Projeto Natura. Sabe-se que você (Rui) se posicionou contra a adoção do dicionário do BrOffice.org, questionando sua qualidade tanto na <a href="http://ruivilela.blogspot.com/2006/10/dicionrios.html">versão original</a> quanto na <a href="http://ruivilela.blogspot.com/2007/03/openoffice-portugus-dicionrio.html">versão para ao português europeu</a>. Agora que a troca já aconteceu, existe alguma possibilidade de unir esforços?</p>
<p>Os comentários do blog são apenas a minha opinião (Rui). O projecto do corrector ortográfico do Openoffice brasileiro é relativamente recente em relação ao projecto Natura, e tem objectivos diferentes. Tanto no passado como actualmente, há colaboração com outras pessoas e entidades que pretendam desenvolver recursos linguísticos para a variante brasileira do Português.</p>
<p>O projecto OpenOffice pt_BR não contactou o projecto Natura, não fizeram qualquer referência ao Natura (no caso do dicionário pt_PT), não partilharam na altura adequada pesquisa relevante sobre um dicionários do Natura. Suponho que não há intenção de colaborar da parte deles. Da nossa parte, não há nada de concreto para iniciar qualquer colaboração.</p>
<p>Não afecta muito o facto de qualquer grupo de pessoas ter escolhido outro dicionário para uma determinada aplicação. Os dicionários para correcção ortográfica são apenas uma pequena fatia daquilo que é desenvolvido pelo projecto, e o objectivo do Natura é enriquecer o leque de ferramentas e recursos linguísticos usados para o Processamento da Linguagem Natural, com especial atenção ao português, na medida daquilo que for humanamente possível e desejável.</p>
<p style="font-weight: bold">Você poderia, por favor, comentar sobre o <a href="http://www.portaldalinguaportuguesa.org/">Portal da Língua Portuguesa</a>?</p>
<p>O Portal da Língua Portuguesa é outro projecto de investigação orientado  para <abbr title="Processamento de Linguagem Natural">PLN</abbr>, eles disponibilizam alguns recursos que podem ser úteis, tal como o Natura.</p>
<p style="font-weight: bold">Além de realizar verificação ortográfica, o Jspell é capaz de analisar a morfologia de um texto, a classe gramatical das palavras. Seria possível construir um corretor gramatical ao redor do Jspell?</p>
<p>O Jspell é primeiro um analisador morfológico, a correcção ortográfica é inerente por herança do Ispell.</p>
<p>Sim e não, sim porque contém as possíveis categorias gramaticais de palavras existentes ou não no dicionário. Não, porque não consegue associar regras de construção de frases. Para isto já é necessário exemplos de frases, tal como corpora. (Julgo que o <a href="http://cogroo.sourceforge.net/">Cogroo</a> é baseado no <a href="http://acdc.linguateca.pt/cetenfolha/">corpus CETENFolha</a>). Ou talvez regras pré-definidas de construção de frases.</p>
<p style="font-weight: bold">Com que facilidade poderiam as ferramentas do Projeto Natura serem utilizadas para o português do Brasil ou outros idiomas?</p>
<p>Para a variante brasileira, é perfeitamente adaptável, para outras línguas, depende do alfabeto, e regras lexicais, mas por exemplo o Jspell tem suporte para inglês, e latim.</p>
</blockquote>
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		<title>Interview with Augusto Campos from BR-Linux.org</title>
		<link>http://leonardof.org/2007/05/13/interview-with-augusto-campos-from-br-linuxorg/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2007 20:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>

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		<description><![CDATA[I didn&#8217;t notice it before, but other bloggers are interviewing interesting people too. Today I read an interview with Augusto Campos, from BR-Linux.org, by Tiago Camata, for NoLance.com. BR-Linux.org is simply one of the largest and greatest free software community &#8230; <a href="http://leonardof.org/2007/05/13/interview-with-augusto-campos-from-br-linuxorg/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I didn&#8217;t notice it before, but other bloggers are interviewing interesting people too. Today I read an interview with <a href="http://www.nolance.com/xps/modules/news/article.php?storyid=12" title="In Portuguese!">Augusto Campos, from BR-Linux.org</a>, by Tiago Camata, for NoLance.com. <a href="http://br-linux.org">BR-Linux.org</a> is simply one of the largest and greatest free software community portals in Brazil.</p>
<p>I hope we can know increasingly better the community responsible for free software. Of course, the important thing is to make the software available, but for that it&#8217;s good to know how to work together!</p>
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		<title>Entrevista com Augusto Campos, do BR-Linux.org</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2007 20:48:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes eu não percebia, mas outros blogueiros também estão entrevistando pessoas interessantes. Li hoje uma entrevista com o Augusto Campos, do BR-Linux.org, realizada pelo Tiago Camata para o NoLance.com. Espero que possamos conhecer cada vez melhor a comunidade responsável pelo &#8230; <a href="http://leonardof.org/2007/05/13/entrevista-com-augusto-campos-do-br-linuxorg/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes eu não percebia, mas outros blogueiros também estão entrevistando pessoas interessantes. Li hoje uma <a href="http://www.nolance.com/xps/modules/news/article.php?storyid=12">entrevista com o Augusto Campos, do BR-Linux.org</a>, realizada pelo Tiago Camata para o NoLance.com.</p>
<p>Espero que possamos conhecer cada vez melhor a comunidade responsável pelo software livre. Claro, o importante mesmo é disponibilizarmos o software, mas para isso é bom que saibamos trabalhar em conjunto!</p>
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		<title>Entrevista com Djihed Afifi, parte 2</title>
		<link>http://leonardof.org/2007/05/10/entrevista-com-djihed-afifi-parte-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2007 03:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>

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		<description><![CDATA[Dando continuidade à entrevista com Djihed Afifi, mantenedor da localização do GNOME para o árabe, ele fala sobre o Projeto Arabeyes, do qual faz parte a equipe árabe de localização do GNOME, e sobre as peculiaridades de se traduzir para &#8230; <a href="http://leonardof.org/2007/05/10/entrevista-com-djihed-afifi-parte-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://leonardof.org/wordpress/wp-content/uploads/2007/05/djihedafifi.jpg' alt='Djihed Afifi. © himself; used with permission.' class="alignright" />Dando continuidade à <a href="http://leonardof.org/2007/05/06/entrevista-com-djihed-afifi-da-equipe-arabe-de-traducao-do-gnome/pt/">entrevista</a> com <a href="http://djihed.com">Djihed Afifi</a>, mantenedor da <a href="http://l10n.gnome.org/languages/ar">localização do GNOME para o árabe</a>, ele fala sobre o <a href="http://www.arabeyes.org/">Projeto Arabeyes</a>, do qual faz parte a equipe árabe de localização do GNOME, e sobre as peculiaridades de se traduzir para o árabe.</p>
<p><span id="more-19"></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: bold">Qual é a história do Arabeyes?</span></p>
<p>Eu não estava lá quando o Arabeyes começou. Pelo que sei, antes de 2001 havia algumas iniciativas individuais e de pequenas organizações para dar suporte ao árabe no Unix, e o projeto foi iniciado naquele ano. [O Arabeyes foi criado por] várias pessoas de todo o mundo, principalmente mas não apenas falantes do árabe. Em linhas gerais, [nosso objetivo é] dar suporte ao árabe no software livre e de código aberto. Tentamos relatar erros (“bugs”) relacionados ao árabe, traduzir projetos e desenvolver outros relacionados ao árabe.</p>
<p>Acho que existe um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arabeyes">artigo na Wikipédia</a> com mais informações. Ele foi escrito um membro da “velha guarda”.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Alguns projetos, como o <a href="http://developer.gnome.org/">GNOME</a>, o <a href="http://www.kde.org/">KDE</a> e um pouco o <a href="http://www.gnu.org/software/devel.html">GNU</a>, oferecem alguma infraestrutura a suas equipes de tradução: estatísticas, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_controle_de_versão">controle de versões</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bug_tracking">acompanhamento de erros</a> etc. Até onde o Arabeyes usa suas próprias ferramentas, e até onde usa as ferramentas dos “projetos alvo”?</span></p>
<p>Nós usamos tudo o que facilitar nosso trabalho, tanto ferramentas domésticas quanto as de outros projetos <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Temos uma infraestrutura própria no Arabeyes, com <a href="http://cvs.arabeyes.org/">CVS</a>, <a href="http://www.arabeyes.org/mailinglists.php">listas de discussão</a> e um <a href="http://wiki.arabeyes.org/%D8%A7%D9%84%D8%B5%D9%81%D8%AD%D8%A9_%D8%A7%D9%84%D8%B1%D8%A6%D9%8A%D8%B3%D9%8A%D8%A9">wiki</a>. As listas de discussão desempenham o papel usual de comunicação entre os desenvolvedores/tradutores, e algumas vezes com desenvolvedores “upstream”. Nós usamos nosso próprio CVS, de forma que as pessoas possam tenham acesso à tradução dos outros, corrigindo-as, completando-as etc. Nós usamos o wiki para discutir termos do dicionário técnico e algumas regras lingüísticas mais formais. Por fim, cada projeto tem um representante que mantém o contato com o “upstream”, geralmente sincronizando as traduções entre nosso CVS e o repositório do projeto, repassando anúncios e prazos, preenchendo e acompanhando relatórios de erros, etc.</p>
<p>Também usamos as ferramentas de outros projetos, no que elas nos ajudam. Por exemplo, usamos o <a href="http://l10n.gnome.org/">damned-lies</a> extensivamente para designar arquivos, avaliar as estatísticas e outras tarefas.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Como o Arabeyes lida com padrões e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Translation_memory">memória de tradução</a>? Quais são os planos nessa área?</span></p>
<p>Para a memória de tradução, em geral as pessoas usam suas próprias ferramentas (<a href="http://www.poedit.net/">poedit</a> e <a href="http://kbabel.kde.org/">kbabel</a>, por exemplo). No entanto, o líder de cada equipe tem geralmente uma grande memória de tradução e a usamos para fazer o máximo de tradução aproximada (“fuzzy”) antes de entregar os arquivos aos tradutores.</p>
<p>O <a href="http://wiki.arabeyes.org/Technical_Dictionary">dicionário técnico</a> é basicamente um dicionário inglês-árabe de informática. A princípio o criamos com arquivos PO, mas isso gerava vários problemas com o controle de versões e o discussão de termos, então tive a idéia de enviar os termos para o nosso Wiki. Usei alguns <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Linguagem_de_computador_interpretada">scripts</a> para converter os arquivos .po para a entrada xml do Wiki. Sendo aberto, o Wiki permite que as pessoas editem enquanto consultam, discutam termos, sugiram alternativas etc. Por fim, existem alguns scripts para pegar as páginas wiki e <a href="http://wiki.arabeyes.org/Download_technical_dictionary">convertê-las</a> de volta para arquivos .po, assim como .pdf  para impressão e leitura. A experiência tem sido muito recompensadora para nós.</p>
<p>Agora nosso trabalho está centrado no dicionário técnico, ele é realmente a base para outros projetos como, eventualmente, verificação ortográfica.</p>
<p>Também flertamos de vez em quando com a idéia de abrir a tradução a todos com o <a href="http://translate.sourceforge.net/">Pootle</a>, e talvez o adotemos em algum momento no futuro.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Além de traduzir software livre, quais são os outros projetos do Arabeyes?</span></p>
<p>Desenvolvimento e documentação. Nós desenvolvemos alguns poucos projetos, como o <a href="http://www.arabeyes.org/project.php?proj=ITL">ITL</a> (Ferramentas e Bibliotecas Islâmicas) e o <a href="http://www.arabeyes.org/project.php?proj=Siragi">Siraji</a> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/OCR"><abbr title="Optical Character Recognition, ou seja, Reconhecimento Óptico de Caracteres">OCR</abbr></a> para o árabe, ainda engatinhando), e tentamos enviar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Patch">patches</a> incluir suporte ao árabe em projetos bem conhecidos (VIM, <a href="http://www.chiark.greenend.org.uk/~sgtatham/putty/">putty</a>&#8230;).</p>
<p><span style="font-weight: bold">Quais são os seus planos para o Arabeyes e a equipe de tradução do GNOME?</span></p>
<p>Na <a href="http://wiki.arabeyes.org/Gnome">equipe do GNOME</a>, estamos traduzindo intensamente as aplicações mais comuns. Por muito tempo, não tocamos em projetos grandes como <a href="http://www.gimp.org/">o GIMP</a> e as aplicações de escritório. Isso está mudando ultimamente graças a uma equipe de tradutores altamente motivados. Eu gostaria de ver a maioria das aplicações do GNOME traduzidas, e então talvez, mais para frente, possamos adentrar o mundo da documentação. Pessoalmente, estou passando mais tempo relatando e tentando consertar erros relacionados ao árabe e à <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Língua_árabe#Alfabeto">escrita da direita para a esquerda</a>. Ainda temos algumas arestas para aparar.</p>
<p>Para o Arabeyes, estamos sempre <a href="http://www.arabeyes.org/join.php">precisando de colaboradores</a>. Temos um monte de idéias, mas sempre esbarramos na falta de recursos humanos. Gostaríamos de ver o suporte ao árabe incluso nos softwares livres mais populares. Também gostaríamos de desenvolver uma aplicação livre de <abbr title="Optical Character Recognition, ou seja, Reconhecimento Óptico de Caracteres">OCR</abbr> para o árabe, e um tradutor automático. Esse é o curto prazo; temos ainda mais <a href="http://wiki.arabeyes.org/ArabeyesTodo">planos a longo prazo</a>.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Existe uma <a href="http://ubuntume.com/">Edição Muçulmana do Ubuntu</a>, assim como distribuições específicas para os árabes, com o <a href="http://distrowatch.com/table.php?distribution=arabian">Arabian Linux</a> (parcialmente <a href="http://www.guiadohardware.net/noticias/2005-12/#43a99724">baseado</a> no <a href="http://www.guiadohardware.net/gdhpress/kurumin/">Kurumin Linux</a>). Qual a sua opinião sobre distribuições especializadas assim?</span></p>
<p>Elas são iniciativas muito boas, apesar da esfera de distribuições árabes ser muito segmentada e ineficiente. Eu tenho tentado há algum tempo aproximar as pessoas para que unam seus esforços.</p>
<p><span style="font-weight: bold">De acordo com a Wikipédia <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arabic_language">em inglês</a>, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Língua_árabe">idioma árabe</a> tem “27 sub-línguas” e é falado em vários países. Como as equipes de tradução para o árabe lidam com isso?</span></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dialeto">Dialetos</a>, em geral, são muito informais e não são usados na educação ou na informática. Pense no seu dialeto informal típico das ruas; os do árabe são apenas ainda mais distantes da língua formal.</p>
<p>Se você está se referindo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Locale">localidades</a> (“locales”), nós não lidamos com elas porque exigem muito esforço para pouco ganho, e as diferenças principais são [apenas] a moeda, o modo dos países nomear os meses, etc.</p>
<p><span style="font-weight: bold">As equipes de tradução para o árabe teriam algum dia iniciado um “meta projeto” se o idioma fosse mais próximo do inglês, como é o caso do português?</span></p>
<p>Para ser honesto, não tenho certeza <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O árabe é um idioma muito exigente em termos de suporte nos programas. Ele é escrito da direita para a esquerda, tem um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfabeto_árabe" title="Não percam: máquina de escrever com letras árabes!">conjunto de caracteres</a> completamente diferente, necessita de modelamento, união etc. Mas uma equipe unificada ajuda muito para idiomas que não têm muitos tradutores. Em geral, são mais ou menos sempre as mesmas pessoas a traduzir na maioria dos projetos, e o meta projeto conseguiu juntar essas pessoas e favorecer o contato e o interesse de todos.</p></blockquote>
<p>É isso! Obrigado a Djihed pela entrevista.</p>
<p>Devo publicar de vez em quando outras <a href="http://leonardof.org/category/entrevista/pt+en/">entrevistas</a> sobre localização de software livre, tanto no Brasil quanto no mundo. Fiquem ligados!</p>
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		<title>Interview with Djihed Afifi, part 2</title>
		<link>http://leonardof.org/2007/05/09/interview-with-djihed-afifi-part-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2007 00:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuing the interview with Djihed Afifi, maintainer of the GNOME localization for the Arabic language, he talks about the Arabeyes Project, which the GNOME Arabic l10n team is part of, and the peculiarities of translating to the Arabic language. What&#8217;s &#8230; <a href="http://leonardof.org/2007/05/09/interview-with-djihed-afifi-part-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://leonardof.org/wordpress/wp-content/uploads/2007/05/djihedafifi.jpg' alt='Djihed Afifi. © himself; used with permission.' class="alignright" />Continuing the <a href="http://leonardof.org/2007/04/30/interview-with-djihed-afifi-from-of-the-gnome-arabic-l10n-team/en/">interview with Djihed Afifi</a>, maintainer of the <a href="http://l10n.gnome.org/languages/ar">GNOME localization for the Arabic language</a>, he talks about the <a href="http://www.arabeyes.org/">Arabeyes Project</a>, which the GNOME Arabic l10n team is part of, and the peculiarities of translating to the Arabic language.</p>
<p><span id="more-18"></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: bold">What&#8217;s the story behind Arabeyes?</span></p>
<p>I wasn&#8217;t really around when Arabeyes started. From what I understand, prior to 2001 there were some indiviual and small organisational efforts for Arabic unix support, and Arabeyes was started in 2001. [It was created by] various people from around the whole world, mainly Arabic speaking but we do have a few non Arabic speaking volunteers. In general, [we aim] for Arabic support on Free and Open Source software. We try to report arabic related bugs, submit patches, translate projects and develop new Arabic related projects.</p>
<p>I think there is a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arabeyes">wikipedia entry for Arabeyes</a> that provides some more info. It was written by one of the old timers.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Some projects, like <a href="http://developer.gnome.org/">GNOME</a>, <a href="http://www.kde.org/">KDE</a> and to a lesser extent <a href="http://www.gnu.org/software/devel.html">GNU</a>, offer some infrastructure for their localization teams: statistics, version control, bug tracking etc. How much does Arabeyes use its own tools, and how much does it use the “target project” tools?</span></p>
<p>We use a mixture of everything that facilitates our work, both “in-house” and upstream <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>In general, we have our own infrastructure at Arabeyes with <a href="http://cvs.arabeyes.org/">CVS</a> and <a href="http://www.arabeyes.org/mailinglists.php">mailing lists</a> and a <a href="http://wiki.arabeyes.org/%D8%A7%D9%84%D8%B5%D9%81%D8%AD%D8%A9_%D8%A7%D9%84%D8%B1%D8%A6%D9%8A%D8%B3%D9%8A%D8%A9">wiki</a>. The mailing lists serve the usual role of communication between developers/translators and sometimes upstream developers. We use our own CVS so people can work with ease with each other&#8217;s translations, fixing them, completing them, etc. We use the wiki to discuss technical dictionary terms and some of the more formal linguistic rules. Finally, there is a point of contact for every project that keeps in tabs with upstream, in general, by syncing translations between our CVS and the project&#8217;s repositories, echo&#8217;ing announcements and deadlines, filing bugs and keeping a watch on them, etc.</p>
<p>And where appropriate, we use tools upstream where they help us. For example, we use <a href="http://l10n.gnome.org/">damned-lies</a> extensively to assign files, lookup translation statistics and other tasks.</p>
<p><span style="font-weight: bold">How does Arabeyes deal with translation standards and <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Translation_memory">translation memory</a>? What are the plans on that field?</span></p>
<p>For translation memory, in general people have use their own tools (<a href="http://www.poedit.net/">poedit</a> and <a href="http://kbabel.kde.org/">kbabel</a> are two examples). However, team leaders in general have a big translation memory and we use it to fuzzy translate as much as possible before giving the files to translators.</p>
<p>The <a href="http://wiki.arabeyes.org/Technical_Dictionary">technical dictionary</a> is basically an English-Arabic dictionary for computing terms. At first, we started making it with .po files, but that created many problems with versioning and discussing the terms. So I had the idea of uploading the terms to our Wiki. I used some scripts to convert the .po files to Wiki xml input. The wiki, being open, allows people to edit as they see fit, discuss terms, suggest alternatives, etc. Then finally, there are some scripts that take the wiki pages and <a href="http://wiki.arabeyes.org/Download_technical_dictionary">convert them</a> back to .po files, as well as .pdf suitable for printing/reading. The experience was very rewarding to us.</p>
<p>Our main work is now centered around the technical dictionary, it is really the basis for other projects such as spell checking automatic translation (hopefully).</p>
<p>We also flirt with the idea of open translation for everyone using <a href="http://translate.sourceforge.net/">Pootle</a> from time to time, and it looks like we may adopt it at some point in the future.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Besides translating software, what are the other Arabeyes projects?</span></p>
<p>Development ad documentation. We develop a few projects such as the <a href="http://www.arabeyes.org/project.php?proj=ITL">ITL</a> (islamic librari), <a href="http://www.arabeyes.org/project.php?proj=Siragi">Siraji</a> (Arabic OCR in its infancy), and we try to patch some well known projects to offer support for Arabic (VIM, putty&#8230;).</p>
<p><span style="font-weight: bold">What are your plans for Arabeyes and its GNOME translation team?</span></p>
<p>At the <a href="http://wiki.arabeyes.org/Gnome">GNOME team</a>, we are heavily translating the most common applications. For a long time, we haven&#8217;t touched big projects like <a href="http://www.gimp.org/">the GIMP</a> and the office applications. This is changing lately thanks to a team of highly motivated translators. I&#8217;d like to see most of the GNOME applications translated, then perhaps afterwards, we might wonder into the documentation world. Personally, I&#8217;m spending more time reporting and trying to fix Arabic and <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Writing_system#Directionality"><abbr title="Right-to-left">RTL</abbr></a> bugs in GNOME applications. Some quirks still exist.</p>
<p>For Arabeyes, we are forever in <a href="http://www.arabeyes.org/join.php">need for contributors</a>. We do think of lots of ideas, but we always hit the shortage of manpower wall. We&#8217;d like to see Arabic support addressed in all popular <abbr title="Open Source Software">OSS</abbr> applications. We&#8217;d also like to develop a free Arabic OCR application and an automatic translator. This is short term, but the <a href="http://wiki.arabeyes.org/ArabeyesTodo">long term list</a> is a big one.</p>
<p><span style="font-weight: bold">There&#8217;s a <a href="http://ubuntume.com/">Muslim Edition of Ubuntu</a>, as well as some Arabic-specific distributions, e.g. <a href="http://distrowatch.com/table.php?distribution=arabian">Arabian Linux</a> (partially based on <a href="http://www.guiadohardware.net/gdhpress/kurumin/">Kurumin Linux</a>). What&#8217;s your opinion on such specialized distributions?</span></p>
<p>They are very good efforts, although the Arabic distribution sphere is very segmented and inefficient, and I have been trying for some time to draw people together to unify their efforts.</p>
<p><span style="font-weight: bold">According to Wikipedia, the <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arabic_language">Arabic language</a> has “27 sub-languages” and is spoken in numerous countries. How do the Arabic translation teams deal with that?</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dialect">Dialects</a>, in general, are very informal and are not used at all in education and computers. Think your typical street informal dialect, only the Arabic ones are a bit further from the formal language.</p>
<p>If you mean <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Locale">locales</a>,  we don&#8217;t deal with those as they require too much work for little gain, the main differences are the way the different countries name, months, currencies, etc.</p>
<p></span><span style="font-weight: bold">Would the Arabic translation teams ever start a &#8220;meta project&#8221; if the language was closer to English, like Portuguese?</span></p>
<p>I am not sure to be honest <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Arabic in general is a demanding language in terms of support in programs. Arabic is <abbr title="Right-to-left">RTL</abbr>, has a completely different <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arabic_language#Writing_system">characters set</a>, needs shaping, joining and other things. But a unified team helps a lot for languages that do not have a lot of contributors. In general, more or less the same group of people translates most of the other projects, so the meta project brought people together and served as a point of contact and interest for everybody.</p></blockquote>
<p>That&#8217;s it! Thanks to Djihed for the interview.</p>
<p>I should post once in a while other <a href="http://leonardof.org/category/interview/pt+en/">interviews</a> about free software localization, both in Brazil and around the world. Stay tuned!</p>
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		<title>Entrevista com Djihed Afifi, da equipe árabe de tradução do GNOME</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2007 03:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>

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		<description><![CDATA[É com prazer que apresento minha entrevista com Djihed Afifi, mantenedor da localização do GNOME para o idioma árabe. Com uma equipe de apenas 5 outras pessoas, esse estudante algeriano de 22 anos (morando em Manchester) trouxe o GNOME de &#8230; <a href="http://leonardof.org/2007/05/06/entrevista-com-djihed-afifi-da-equipe-arabe-de-traducao-do-gnome/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://leonardof.org/wordpress/wp-content/uploads/2007/05/djihedafifi.jpg' alt='Djihed Afifi. © himself; used with permission.' class="alignright" />É com prazer que apresento minha entrevista com <a href="http://djihed.com">Djihed Afifi</a>, mantenedor da localização do GNOME para o idioma árabe. Com uma equipe de apenas 5 outras pessoas, esse estudante algeriano de 22 anos (morando em Manchester) trouxe o GNOME de <a href="http://www.gnome.org/start/2.16/notes/en/rni18.html">sem suporte ao árabe</a> para <a href="http://www.gnome.org/start/2.18/notes/en/" title="Quoting: “full Arabic localization matching the quality standards”">completamente traduzido</a> em questão de seis meses (um ciclo de lançamento).</p>
<p><span id="more-15"></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight:bold">Quando e como você se envolveu com localização de software livre?</span></p>
<p>Eu lembro do meu primeiro contato com o mundo do software livre ter sido através de 3 CDs do Mandrake 7 ou 6 (não lembro), que comprei em 2000. Na época fiquei muito confuso, já que não sabia muito inglês.</p>
<p>Avançando para meu primeiro ano na universidade, eu tive que fazer uma monografia sobre o movimento do software livre, como ele surgiu no final dos anos 70 e no início dos anos 80, como se desenvolveu ao longo dos anos, como o termo “código aberto” foi criado etc. Fiquei muito impressionado com toda a experiência, e me identifiquei com muitos dos ideais do mundo do software livre. Na época tentei ajudar na tradução do Red Hat para o árabe com o <a href="http://www.arabeyes.org/">Arabeyes</a>, mas eu não era muito ativo.</p>
<p>Dois anos mais tarde, arranjei um emprego de verão numa companhia de chips conhecida. Um de meus colegas defendia o código aberto e seus modelos de negócio (ele também era um programador brilhante!), e tive com ele algumas conversas sobre a viabilidade do <abbr title="Open Source Software">OSS</abbr>, além de ler alguns de seus livros (como “Voices from the open source revolution”). Ele me encorajou na época a abrir o código de algumas ferramentas que eu tinha escrito para eles; essencialmente, esse foi o começo do meu envolvimento.</p>
<p>Depois decidi participar na tradução para o árabe. Comecei com o GNOME, por ser meu ambiente favorito e porque eu estava convencido de que sua simplicidade seria ideal para os iniciantes no Linux. Poucos meses depois, formamos uma equipe de tradução bem ativa, que conseguiu melhorar substancialmente a tradução do GNOME para o árabe.</p>
<p><span style="font-weight:bold">Além de coordenar a equipe de localização do GNOME para o árabe, você colabora com localização e desenvolvimento de software livre de outra forma?</span></p>
<p>Estou trabalhando bastante no <a href="http://wiki.arabeyes.org/Technical_Dictionary">Dicionário Técnico</a>; além disso, desenvolvi e ainda mantenho uma <a href="http://djihed.com/category/tclgeoip/">extensão de TCL</a> e o <a href="http://djihed.com/category/minbar/">Minbar</a>, um aplicativo de preces para o Islamismo. Também mantenho o <a href="http://arabicopencd.org/">OpenCD Árabe</a>, e sempre que posso divulgo o <abbr title="Open Source Software">OSS</abbr> no mundo árabe.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Quanto tempo você gasta com software livre?</span></p>
<p>Varia muito, mas é pouco por causa dos meus estudos. No verão e nos feriados eu colaboro bastante.</p>
<p><span style="font-weight: bold">O que mantém você motivado para colaborar com software livre?</span></p>
<p>A causa da liberdade e o desejo de promover a informática no mundo árabe. No geral, acho que os valores e resultados do software livre vão ao encontro das necessidades econômicas e sociais que eu gostaria de ver sanadas no mundo árabe.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Do que você mais gosta no fluxo de trabalho da tradução de software livre?</span></p>
<p>Acho que não tenho uma parte preferida, mas valorizo muito a natureza aberta do processo. Direto do código-fonte para os catálogos de mensagem: não dá para ficar mais aberto que isso. Essa abertura realmente vale a pena ao traduzir mensagens estranhas, testar como a tradução fica, comparar a tradução com as de outro pacote, dar uma olhada na tradução para outros idiomas etc.</p>
<p><span style="font-weight: bold">O que você acha que deveria melhorar?</span></p>
<p>Comunicação e prioridades.</p>
<p>Quanto à comunicação, muitas equipes trabalham praticamente no vácuo, com pouca comunicação entre tradutores, documentadores e desenvolvedores, assim como entre equipes de diferentes projetos. Em particular, acredito que tradutores são pouco reconhecidos, talvez porque nós não estamos organizados nem partilhamos nossas experiências e necessidades como deveríamos. Eu definitivamente gostaria de ver isso mudar.</p>
<p>Quanto às prioridades, essa é difícil, as pessoas em geral preferem trabalhar naquilo de que gostam, é difícil convencer alguém a trabalhar no que é importante ao invés de, por exemplo, no milionésimo editor de texto. À medida em que mais e mais empresas estão adotando <abbr title="Open Source Software">OSS</abbr>, dá para ver que essa realidade está sendo alterada.</p></blockquote>
<p>No <a href="http://leonardof.org/2007/05/10/entrevista-com-djihed-afifi-parte-2/pt/">próximo bloco</a>, Djihed Afifi vai falar mais sobre o projeto Arabeyes e as peculiaridades de traduzir para o árabe.</p>
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