<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Leonardo Fontenelle &#187; KDE</title>
	<atom:link href="http://leonardof.org/category/kde/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://leonardof.org</link>
	<description>Tradutor do GNOME para o português do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Dec 2010 15:56:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Entrevista com Tiago Casal, tradutor brasileiro do Orca</title>
		<link>http://leonardof.org/2009/08/16/entrevista-com-tiago-casa-tradutor-brasileiro-do-orca/</link>
		<comments>http://leonardof.org/2009/08/16/entrevista-com-tiago-casa-tradutor-brasileiro-do-orca/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 19:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[KDE]]></category>
		<category><![CDATA[Mozilla]]></category>
		<category><![CDATA[OpenOffice.org]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.org/?p=650</guid>
		<description><![CDATA[Tiago Melo Casal fala sobre estado atual, o histórico e as perspectivas da Acessibilidade do GNOME e outros projetos de software livre. <a href="http://leonardof.org/2009/08/16/entrevista-com-tiago-casa-tradutor-brasileiro-do-orca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orca_(gnome)">leitor de tela Orca</a> é provavelmente um dos softwares melhor traduzidos de todos os tempos, graças aos abundantes comentários que os desenvolvedores deixam para os tradutores entenderem melhor as mensagens sendo traduzidas. No caso da equipe brasileira de tradução do GNOME, a tradução do Orca tem um ingrediente especial: <strong><a href="http://intervox.nce.ufrj.br/~tcasal/index.htm">Tiago Melo Casal</a></strong>. Além de revisar a tradução do Orca a cada lançamento, Tiago usa o aplicativo todos os dias e está em contato com vários outros cegos que usam software livre. Com certeza, uma bela forma de se fazer Garantia de Qualidade! Variando um pouco do tema deste blog, convidei Tiago Casal para uma entrevista sobre o estado atual, o histórico e as perspectivas da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acessibilidade">Acessibilidade</a> do GNOME e outros projetos de software livre.</p>
<p><span id="more-650"></span></p>
<p><strong>Começando pelo começo: Você poderia falar um pouco sobre você mesmo?</strong></p>
<p>Sou Tiago, Brasileiro, nasci em 18 de Julho de 1985 em Salvador capital do Estado da Bahia. Sou cego, nasci com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Retinose_pigmentar">Retinose Pigmentar</a>. Atualmente moro no Estado do Ceará, com minha companheira que também é cega.</p>
<p>Diariamente utilizo computador, Orca, GNOME e Linux.</p>
<p>Por volta de 2002/2003, ouvi falar em Linux, em Software Livre e Open Source, me interessei e comecei a procurar e ler na internet textos sobre o assunto. Na época, não havia para Linux recursos de acessibilidade voltados para a realidade dos cegos brasileiros, como síntese de voz (via software) em Português. Havia leitores de tela para modo texto, utilizando síntese de voz via Hardware ou utilizando Linhas Braille, equipamentos que não eram comuns no Brasil. Por outro lado, os softwares de síntese de voz em sua maioria só falavam em Inglês. Leitor de telas para o ambiente gráfico, eu desconhecia.</p>
<p>Comecei a utilizar o Linux com o <a href="http://intervox.nce.ufrj.br/linvox/">Linvox</a> em 2004, um projeto brasileiro que trazia num LiveCD o Linux Kurumin com o <a href="http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/">Dosvox</a> funcionando através do WINE. O Dosvox é um conjunto de programas para cegos com síntese de voz em Português (via software), como Editor de Textos, Navegador de Internet, Cliente de Correio Eletrônico, Telnet Falado e outros programas, inicialmente era para ambiente DOS e depois passou para ambiente Windows, por isso a necessidade do WINE, eu utilizava o Shell no Linux através do Telnet Falado do Dosvox.</p>
<p>Em 2006 criei a lista de discussão Linvox no Yahoo Grupos, onde diversas pessoas trocam experiências sobre Acessibilidade no Linux.</p>
<p>A autonomia dos cegos melhorou com toda a infra-estrutura de Acessibilidade desenvolvida no GNOME, com os leitores de telas para aplicativos em GTK+, principalmente com o Leitor de telas Orca. O Orca fez a diferença e o GNOME tornou-se referência de Ambiente Gráfico Acessível. A primeira distribuição Linux que trouxe o GNOME com Orca e uma maneira simples de um cego iniciar o LiveCD, utilizar o sistema e instalá-lo sem a ajuda de alguém que enxergue, foi o Linux Ubuntu. Comecei a utilizar o Orca com voz em Espanhol em 2006, em 2007 já foi possível utilizar o Orca com fala em Português, graças ao eSpeak, software de síntese de voz com fala em diversos idiomas. De lá para cá, o GNOME e o Orca só têm evoluído, aplicativos em GTK+ têm melhorado a acessibilidade, como o Firefox que deu um grande salto em Acessibilidade com a versão 3.0.</p>
<p><strong>Além do Orca, quais outras qualidades da acessibilidade do GNOME? E o que é que precisa melhorar?</strong></p>
<p>No geral, o GNOME é muito acessível, com desenvolvimento ativo da infraestrutura básica de acessibilidade &mdash; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Accessibility_Toolkit">ATK</a>/<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Assistive_Technology_Service_Provider_Interface">AT-SPI</a> &mdash;, do leitor de telas Orca e de outros projetos da área. Em específico para meu caso e das pessoas que não enxergam, podemos utilizar mais de 80% do GNOME em conjunto com aplicativos em [ou que interagem com] GTK2, como: Nautilus, GEdit, Editor de textos do OpenOffice/BROffice, Firefox/Iceweasel, gnome-terminal, Adobe Reader, Brasero, e outros.</p>
<p>A acessibilidade do GNOME está disponível para os aplicativos escritos em GTK2 e utilizando o ATK/AT-SPI, a inacessibilidade aparece quando um aplicativo é desenvolvido sem vínculo com o ATK/AT-SPI e em aplicativos antigos desenvolvidos em GTK1.2 ou anterior. Uma das maneiras de evitar que a acessibilidade seja esquecida seria embutir no GTK+ o código do ATK/AT-SPI. [Nota: o GAIL, que fazia a ponte entre o ATK, foi <a href="http://bugzilla.gnome.org/show_bug.cgi?id=169488">incorporado ao GTK+ em dezembro de 2007</a>.]</p>
<p><strong>Quão bem funciona o Orca com outros kits gráficos, como o Qt?</strong></p>
<p>Por enquanto o Orca não trabalha com aplicativos em Qt, só com GTK2, PyGTK2, Java (via Java-Access-Bridge)&#8230; Talvez seja possível o Orca ler aplicativos em Qt, após os esforços que estão sendo realizados para o AT-SPI utilizar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D-BUS">D-Bus</a>.</p>
<p><strong>Como é a acessibilidade do GNOME comparada à de outros ambientes de trabalho livres ou fechados?</strong></p>
<p>Os ambientes em GTK2 se beneficiaram da infraestrutura de acessibilidade do GNOME, tais como XFCE e LXDE, mas o GNOME leva a acessibilidade &#8220;mais a sério&#8221;, se é que posso me expressar dessa forma. Por enquanto o KDE não fornece a autonomia aos cegos que o GNOME proporciona. Eu desconheço se tem Acessibilidade no Enlightenment e em outros ambientes para Unix e Linux. Não há como comparar o ambiente GNOME com o ambiente da MS, muitos dos leitores de tela para Windows são de terceiros e comerciais, o leitor de tela Narrator da MS não é bom e por isso que se utiliza os outros; comparando o que o leitor de tela Orca faz com o que o leitor de tela <a href="http://www.nvda-project.org/">NVDA</a> para Windows faz (leitor livre), penso que pulando as questões sobre as diferenças dos ambientes, eles cumprem o propósito, que é permitir o acesso as tarefas do cotidiano, como utilizar o navegador de diretórios e arquivos, navegação na internet, editores de texto, reprodução de multimídia e gravação de CD, etc. Sobre o Mac OS e seu leitor de tela, não tenho o que dizer porque não tenho experiência com Mac OS.</p>
<p><strong>Você testou recentemente algum navegador da web baseado em Webkit? Como anda o suporte a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/WAI-ARIA">WAI-ARIA</a>?</strong></p>
<p>Tentei utilizar o Google Chrome 3.0.192.0-r19969 para Linux (Webkit), mas não tive acessibilidade ao conteúdo das páginas, a dupla Orca e Firefox (Gecko) é a que está dando certo, os outros navegadores gráficos de internet que testei, sendo em GTK tem acessibilidade nos menus do aplicativo mas não tem acessibilidade na área de exibição das páginas, os em Qt por enquanto são inacessíveis.</p>
<p>O Orca tem suporte com o Firefox a páginas que seguem a especificação WAI/ARIA, o problema da acessibilidade na web está principalmente nos sites que não são desenvolvidos seguindo os padrões de acessibilidade como o WCAG, WAI/ARIA, e novos padrões em desenvolvimento pelo W3C. Acessibilidade é para todos, não é somente para deficientes, desenvolver um site seguindo os padrões de acessibilidade garante que todos poderão ter acesso ao site, que navegadores textuais e navegadores mais antigos iram acessar o site, todos saem ganhando!</p>
<p><strong>Você estava falando do LiveCD do Ubuntu. Quais são, hoje em dia, as distribuições mais acessíveis aos cegos, tanto para uso cotidiano quanto para instalação?</strong></p>
<p>Vou citar algumas distribuições Linux, sendo que eu direi sobre facilidade ou dificuldade tendo como base a utilização por cegos brasileiros, que na sua maioria não têm acesso a hardware de síntese de voz ou Linha Braille, portanto necessita de síntese de voz via software. Para iniciante, eu considero até o momento o Ubuntu a distribuição mais fácil para começar a utilizar o Linux, é possível o cego sem ajuda de alguém que enxerga utilizar via LiveCD, instalar e utilizar diariamente; outra distribuição boa é o Mandriva, também dá para utilizar pelo LiveCD, instalar e utilizar diariamente. Tem também o OpenSolaris, um Unix acessível, dá para utilizar pelo LiveCD, instalar e utilizar diariamente. Voltando para as distribuições Linux, o Fedora 11 veio com GNOME e Orca, vem com um soft de síntese de voz com uma fala em inglês, é uma voz muito boa, mas como só trouxe um idioma, o que dificulta na instalação por pessoas falantes de outros idiomas, após instalar o Fedora 11 e instalando posteriormente falas no idioma de quem está utilizando o sistema, resolve a questão, mas se já tivesse falas em outros idiomas no CD, como o software eSpeak, seria bem melhor. Um amigo testou o OpenSuSE, no geral ele gostou da acessibilidade. É possível utilizar o Slackware, mas no momento é necessário a ajuda de alguém que enxergue na instalação, até que o cego possa utilizar o sistema com algum leitor de tela de modo texto ou um gerenciador de janela em GTK2 com o Orca. Atualmente eu utilizo o Debian, por enquanto o instalador texto não tem software de síntese de voz (só síntese via hardware ou Linha Braille), mas tudo indica que está caminhando para isso na próxima versão, se realmente acontecer será um diferencial muito importante de outras distribuições. Existem e existiram distribuições Linux específicas para cegos, como o <a href="http://cd.oralux.net/">Oralux</a> que foi descontinuado, atualmente tem algumas distribuições, mas o interessante é que as grandes distribuições integrem os recursos de acessibilidade disponíveis.</p>
<p>No geral, penso que qualquer distribuição que tiver instalado um software de sínteze de voz (prefiro o eSpeak porque tem fala em diversos idiomas), tiver um leitor de tela de modo texto e tendo o GNOME como gerenciador de janelas (que já vem com o Orca), já dá para um cego utilizar o sistema, dá também se o gerenciador de janelas for em GTK2 (LXDE ou XFCE, configurando algumas variáveis dá para ter acessibilidade).</p>
<p><strong>Então o eSpeak tem uma opção de voz para português do Brasil? Eu ia mesmo perguntar quais são as opções de síntese de voz para brasileiros. O Dosvox, imagino, não funciona com o Orca.</strong></p>
<p>Falando mais um pouco sobre o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADntese_de_voz">TTS</a> (Texto para Fala) <a href="http://espeak.sourceforge.net/">eSpeak</a>: as regras do eSpeak para falar em português do Brasil foram implementadas pelo amigo Cleverson Uliana (em outubro/novembro de 2006), permitindo a utilização do Orca e outros leitores por mais pessoas no Brasil, antes da tradução do eSpeak para Português do Brasil utilizávamos o TTS <a href="http://www.cstr.ed.ac.uk/projects/festival/">Festival</a> com fala em Inglês ou Espanhol, existia uma fala para o Festival em Português mas não era de fácil instalação e com a dependência de um componente extra com licença restritiva. Outro TTS com falas em Português do Brasil é o <a href="http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola.html">MBROLA</a> (Banco de dados de voz BR1, BR2 e BR3), a licença do MBROLA é livre e restritiva em alguns pontos, a distribuição Oralux que foi descontinuada, vinha com fala em alguns idiomas e em Português utilizando o MBROLA. Atualmente está em desenvolvimento o Banco de Dados de Voz BR4 em MBROLA, fala conhecida como Liane TTS, em desenvolvimento pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e pelo NCE/UFRJ (Núcleo de computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro), é uma fala Brasileira com qualidade; também está em desenvolvimento um driver para a utilização da Liane TTS com o GNOME e o Orca, sendo testado pela comunidade com êxito; a Liane TTS também é utilizada pelo Dosvox no Windows. Se a pessoa desejar, pode utilizar o eSpeak como interface para se utilizar as falas do MBROLA, como as falas Brasileiras BR1, BR3 e até a BR4 (Liane TTS), utilizar as falas em outros idiomas do MBROLA, também as regras para o Português do Brasil foram feitas pelo Cleverson Uliana, com isso, pode-se utilizar o MBROLA via eSpeak com o Orca e outros leitores, no Linux e no Windows. Há alguns softwares de síntese de voz comerciais, cito o <a href="http://voxin.oralux.net/">VoxIn</a> por ser o melhor em minha opinião, com opções de fala em diversos idiomas e pelo valor ser barato, custa em torno de 5 euros a fala para cada idioma disponível.</p>
<p>O Dosvox é um conjunto de programas, é desenvolvido no NCE/UFRJ, inicialmente era para DOS e depois passou para Windows, tem uma síntese de voz própria e em Português, também pode utilizar outros TTS em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Speech_Application_Programming_Interface">SApi4 e/ou SApi5</a> (sistema de fala da MS), e suporta Liane TTS. Penso que existe um projeto para portar o Dosvox para Linux, mas por enquanto quem gosta do Dosvox<br />
utiliza ele no Linux através do WINE, como é um sistema de programas com fala não há necessidade de leitor de tela para os programas do Dosvox, também como o WINE não é em GTK+ ele não é acessível para o Orca.</p>
<p><strong>O que significa BR1, BR2, BR3, BR4?</strong></p>
<p>É o nome dos arquivos com o banco de dados de voz para mbrola, as letras são a sigla do país e o número indica normalmente ordem cronológica de lançamento (pode ser o aprimoramento do lançamento anterior como pode ser um outro produtor que fez um novo banco de dados de voz naquele idioma). O MBROLA tem uma página com <a href="http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola/mbrola_entrypage.html">amostras em arquivos .wav dos bancos de dados de voz</a>. As vozes do mbrola br1, br2 e br3 (masculinas) são do mesmo produtor e na prática não tem muita diferença, enquanto a br4 (feminina) está sendo desenvolvida pelo Serpro e NCE/UFRJ.</p>
<p><strong>Na hora de usar o computador, existe alguma diferença entre ter nascido cego e ter-se tornado cego já quando criança ou adulto?</strong></p>
<p>Para a pergunta é difícil de dar uma resposta definitiva, pois varia muito de pessoa para pessoa, depende se a pessoa gosta de computador ou tem desejo de aprender a utilizar, o grau de aprendizagem e de habilidade da pessoa, o que ela quer obter utilizando o computador; levando esses fatores em conta, penso que não há diferença se a pessoa é cega desde que nasceu ou se ficou cega, penso que a diferença está mais nas características pessoais de cada um.</p>
<p><strong>Quais são as suas expectativas para o GNOME 3.0?</strong></p>
<p>Espero que o GNOME continue acessível, que mais desenvolvedores contribuam para a acessibilidade ser aperfeiçoada e que a Acessibilidade seja intimamente ligada ao GNOME 3, que GNOME e aplicativos em GTK sejam sinônimos de Acessibilidade.</p>
<p><strong>Você gostaria de deixar mais algum recado para os leitores do site?</strong></p>
<p>Antes, gostaria de agradecê-lo pelo convite para essa entrevista, gostei de responder às perguntas, respondi de acordo com o que penso sobre os assuntos, espero ter contribuído em algo para os leitores. </p>
<p>Indico as seguintes páginas em português:
<ul>
<li><a href="http://br.groups.yahoo.com/group/linvox/">Lista de discussão Linvox</a> no Yahoo Grupos</li>
<li>Site <a href="http://www.linuxacessivel.org/">Linux Acessível</a> do amigo Fabiano Fonseca</li>
</ul>
<p>Acessibilidade é do interesse de todos! Parabéns a todos que fazem o GNOME! Um forte abraço a todos os meus familiares e amigos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://leonardof.org/2009/08/16/entrevista-com-tiago-casa-tradutor-brasileiro-do-orca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Interview with Brazilian Orca translator Tiago Casal</title>
		<link>http://leonardof.org/2009/08/09/interview-with-brazilian-orca-translator-tiago-casal/</link>
		<comments>http://leonardof.org/2009/08/09/interview-with-brazilian-orca-translator-tiago-casal/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[KDE]]></category>
		<category><![CDATA[Mozilla]]></category>
		<category><![CDATA[OpenOffice.org]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.org/?p=656</guid>
		<description><![CDATA[Tiago Melo Casal speaks about the current state, the history and the expectations for Accessibility in GNOME and other free software projects. <a href="http://leonardof.org/2009/08/09/interview-with-brazilian-orca-translator-tiago-casal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Orca is probably one of the best translated software packages ever, thanks to the comments the developers leave for the translators so that we (the translators) can better understand what we are translating. When it comes to the Brazilian Portuguese translation team, the Orca translation gets an special ingredient: <strong><a href="http://intervox.nce.ufrj.br/~tcasal/index.htm">Tiago Melo Casal</a></strong>. Besides reviewing the Orca translation for every release, he uses the application every day and is always in touch with other blind people using free software. <em>That</em> is Quality Assurance! <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' />  Changing a little bit this blog&#8217;s theme, I invited Tiago Melo for an interview about the current state, the history and the expectations for Accessibility in GNOME and other free software projects.</p>
<p><span id="more-656"></span></p>
<p><strong>First things first: Could you talk about yourself?</strong></p>
<p>I&#8217;m Tiago, born in July 18, 1985 in <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Salvador,_Bahia">Salvador city</a>, capital of the Brazilian state of <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bahiahttp://en.wikipedia.org/wiki/Bahia">Bahia</a>. I&#8217;m blind, I was born with <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Retinitis_pigmentosa">Retinosis Pigmentosa</a>. Currently I live in the Brazilian state of <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cear%C3%A1">Ceará</a>, with my partner, who is also blind.</p>
<p>Everyday I use the computer, Orca, GNOME and Linux.</p>
<p>Around 2002/2003 I heard about Linux, Free and Open Source Software, got interested and started searching for it and reading about them in the Web. By that time there were no accessibility resources in Linux for Brazilian blind users, such as speech synthesis software in Portuguese. There were only text mode screen readers using speech synthesis hardware and <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Braille_display">Braille terminal</a>, which where uncommon in Brazil. Speech synthesis applications spoke mostly English, and I didn&#8217;t know any screen reader for graphical interfaces.</p>
<p>I started using Linux in 2004 with <a href="http://intervox.nce.ufrj.br/linvox/">Linvox</a>, a Brazilian project which brought a LiveCD derived from <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kurumin">Kurumin Linux</a> with <a href="http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/">Dosvox</a> working through WINE. Dosvox is an application suite for blind people with Portuguese speech synthesis software. It has a text editor, a web browser, an email client, a telnet and other applications. Initially it was for DOS, then for Windows and then WINE. I used the Linux shell through Dosvox&#8217;s Spoken Telnet.</p>
<p>In 2006 I created the Linvox mailing list in Yahoo Groups, where many people share experiences about Accessibility in Linux.</p>
<p>Blind people&#8217;s autonomy improved with the whole Accessibility infrastructure  developed in GNOME, specially with the Orca screen reader. It made the difference and GNOME became a reference in desktop environment accessibility. Ubuntu Linux was the first Linux distribution to bring GNOME with Orca and a simple way to start it in a LiveCD, use the system and install it without any aid from a sighted person. I started to use Orca in Spanish in 2006, and in 2007 it was already possible to use Orca in Portuguese thanks to eSpeak, a speech synthesis software with speech in many languages. Since then, GNOME and Orca are always evolving, GTK+ applications have being improving their accessibility, and Firefox made a leap in Accessibility with version 3.0.</p>
<p><strong>Besides Orca, what are the other strengths in GNOME&#8217;s accessibility? What needs to be improved?</strong></p>
<p>Overall, GNOME is very accessible, with the active development of the basic accessibility infrastructure &mdash; <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Accessibility_Toolkit">ATK</a>/<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Assistive_Technology_Service_Provider_Interface">AT-SPI</a> &mdash;, Orca screen reader and other projects. In the specific case of people who don&#8217;t see, we can use more than 80% of GNOME with GTK2 <i>[and GTK2 aware]</i> applications like Nautilus, Gedit, OpenOffice Writer, Firefox/Iceweasel, gnome-terminal, Adobe Reader, Brasero and others.</p>
<p>GNOME&#8217;s accessibility is available for applications written with GTK2 and using ATK/AT-SPI; accessibility is missing when an application is developed without ATK/AT-SPI and in old applications written with GTK 1.2 or previous. One way of remembering people to make their software accessible would be &#8220;embedding&#8221; ATK/AT-SPI in GTK. [Note: <a href="http://bugzilla.gnome.org/show_bug.cgi?id=169488">GAIL was incorporated to GTK+</a>.]</p>
<p><strong>How well does Orca works with other toolkits, like Qt?</strong></p>
<p>For now Orca doesn&#8217;t work with Qt applications, only GTK2, PyGTK2, Java (via Java-Access-Bridge)&#8230; Maybe it will be possible for Orca to read Qt applications after the <a href="http://a11y.org/d-bus">efforts to make AT-SPI use D-BUS</a>.</p>
<p><strong>How does GNOME compares to other desktop environments accessibility-wise?</strong></p>
<p>The GTK2 environments benefit from the GNOME accessibility infrastructure, but GNOME takes accessibility &#8220;more seriously&#8221;, if I may say so. For now KDE doesn&#8217;t provide to blind people the autonomy GNOME provides. I don&#8217;t know the accessibility state in Enlightenment and other environments for Linux and Unix. Microsoft&#8217;s environment can&#8217;t be compared to GNOME, MS Narrator is not good so people use third-party screen readers, which are generally commercial. Orca can be compared to <a href="http://www.nvda-project.org/">NVDA</a>, a free screen reader for Windows. Desktop peculiarities apart, both allow access to everyday tasks like browsing files and folders, browsing the web, editing text, playing media etc. I don&#8217;t have anything to say abvout Mac OS and its screen reader, because I don&#8217;t have any experience with them.</p>
<p><strong>Did you test recently any Webkit-based browser? How good is the <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/WAI-ARIA">WAI-ARIA</a> support?</strong></p>
<p>I tried to use Google Chrome 3.0.192.0-r19969 for Linux, but I didn&#8217;t have accessibility in the pages content. The Orca and Firefox (Gecko) couple is the one which is working. In the other web browsers I tried, if they used GTK the menus would be accessible but not the display area, and until now the Qt browsers are inaccessible.</p>
<p>Orca with Firefox supports web pages following the WAI/ARIA specification, the issue in accessibility is chiefly in sites not developed following accessibility standards like WCAG, WAI/ARIA and new standards being developed by W3C. Accessibility is for everyone, not only deficient people. Developing a site following the accessibility standarts ensures everyone  will get access to the site, text browsers and older browsers included. Everyone wins!</p>
<p><strong>You were speaking about the Ubuntu LiveCD. Today, which distributions are more accessible to blind people, with regard to both installation and everyday use?</strong></p>
<p>When I cite a Linux distribution, I&#8217;ll be talking about the easiness or difficulty of use by Brazilian blind people, who usually don&#8217;t get access to speech synthesis hardware or Braille terminals, and need speech synthesis software. For a beginner, today I consider Ubuntu the easiest distribution, a blind person can use the LiveCD, install the system and use it without any help. Another good distribution is Mandriva, and then there&#8217;s OpenSolares too; you can use the LiveCD, install and use them too. Back to Linux distributions, Fedora 11 came with GNOME, Orca and English speech synthesis. The voice is very good, but there aren&#8217;t other languages, which makes it difficult to install Fedora if you speak another language. After installing Fedora 11 and a native language the system becomes accessible, but it would be much better if the LiveCD spoke other languages, in example with eSpeak. A friend of mine tested OpenSuSE, overall he liked the accessibility. It is possible to use Slackware, but for now you need a sighted person to help you in the installation, until you can start a text mode screen reader or a GTK2 environment with Orca. Currently I use Debian; the text mode installation tool doesn&#8217;t have speech synthesis software yet (only support for speech synthesis hardware and Braille terminals), but it looks like this will be fixed in the next version. If it happens, it will be a very import differential from another distributions. There were Linux distributions targeted at blind people, like <a href="http://cd.oralux.net/">Oralux</a>, which was discontinued; there still are some distributions, but it is more interesting to have mainstream distribution with proper accessibility support.</p>
<p>In general, I think that any distribution with an installed speech synthesis software (I prefer eSpeak because it has speech in many language), a text mode screen reader, and  GNOME as the desktop environment (with Orca) will be usable by a blind person. Another GTK2 environment (LXDE or XFCE, after making some settings) will be OK as well.</p>
<p><strong>So eSpeak has a speech option in Brazilian Portuguese? I was about to ask what are the speech synthesis option for Brazilian people. Dosvox, I guess, doesn&#8217;t work with Orca.</strong></p>
<p>Talking a little more about <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Speech_synthesis">TTS</a> (Text-to-Speech) <a href="http://espeak.sourceforge.net/">eSpeak</a>: the Brazilian Portuguese speech rules were implemented by my friend Cleverson Uliana in October/November 2006, making it possible for more people in Brazil to use Orca and other readers. Before the eSpeak &#8220;translation&#8221; we used TTS <a href="http://www.cstr.ed.ac.uk/projects/festival/">Festival</a> with English or Spanish speech. There was a Portuguese speech for Festival but it wasn&#8217;t easy to install and it depended on an external component with a restrictive license. Another TTS with Brazilian Portuguese speech (BR1, BR2 and BR3 voice databases) is <a href="http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola.html">MBROLA</a>, which license is free and restrictive at some parts. The Brazilian Portuguese rules for MBROLA were set by Cleverson Uliana as well. The Oralux distribution, which was discontinued, had speech in many languages including Portuguese using MBROLA. Currently there is a MBROLA quality database named BR4 (a.k.a. Liane TTS), under development by <a href="http://www.serpro.gov.br/">Serpro</a> (Federal Data Processing Service) and <a href="http://www.nce.ufrj.br/">NCE/UFRJ</a> (Rio de Janeiro Federal University Electronic Computing Nucleus). They are developing a driver to use Liane TTS with GNOME  and Orca, which was tested with success by the community, and Liane TTS is used by Dosvox in Windows as well. One can use eSpeak as an interface to the MBROLA speeches, and this way MBROLA can be used with Orca and other Linux or Windows screen readers through eSpeak. The are commercial speech synthesis software systems as well, like <a href="http://voxin.oralux.net/">VoxIn</a>, which in my opinion is the best, with speech options in many languages, and also very affordable, costing about 5 euros each available language.</p>
<p>Dosvox is an application suite developed in NCE/UFRJ, initially for DOS and then for Windows. It has its own speech synthesis for Portuguese but can also use other TTS in <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Speech_Application_Programming_Interface">SApi4 and/or SApi5</a> (Microsoft&#8217;s speech system) and Liane TTS. I believe there&#8217;s an ongoing effort to port Dosvox to Linux, but people who like Dosvox use it through WINE. It doesn&#8217;t need an external screen reader, and it&#8217;s not accessible to Orca because WINE doesn&#8217;t use GTK+.</p>
<p><strong>What does BR1, BR2, BR3, BR4 mean?</strong></p>
<p>They are file names for the MBROLA speech databases. The letters are the country abbreviation, and the number is usually the chronological sequence; a new database can be either an enhancement of the previous one, or a completely new one. MBROLA has a page with <a href="http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola/mbrola_entrypage.html">speech databases samples.</a> MBROLA speeches BR1, BR2 and BR3 are from the same male person and there&#8217;s little difference between them; BR4 is female and is under development by Serpro and NCE/UFRJ.</p>
<p><strong>When it comes to using the computer, is there any difference between being born blind and becoming blind as a child or an adult?</strong></p>
<p>It is hard to give a definitive answer to that question, since it varies a lot from person to person. It depends on whether the person enjoys computers or wants to learn to use them, how much does the person already knows and how skilled is the person, and what does the person wants to get by using the computer. Considering all these factors, I think that there&#8217;s no difference in being born blind or becoming blind, the difference is more in the personal characteristics of everyone.</p>
<p><strong>What are yor expectations for GNOME 3.0?</strong></p>
<p>I hope that GNOME continues to be accessible, the developers keep contributing to accessibility, and that Accessibility is intimately bound to GNOME 3. I expect GNOME and GTK applications to be synonyms of Accessibility.</p>
<p><strong>Would you like to leave a message to the web site readers?</strong></p>
<p>First, I&#8217;d like to thank you for inviting me to the interview. I enjoyed answering to the questions, I answered according to what I think about the topics, and I hope to have contributed something to the readers.</p>
<p>I&#8217;d like to share some links in Portuguese:
<ul>
<li>The <a href="http://br.groups.yahoo.com/group/linvox/">Linvox mailing list</a> in Yahoo Groups</li>
<li>My friend Fabiano Fonseca&#8217;s site called <a href="http://www.linuxacessivel.org/">Accessible Linux</a></li>
</ul>
<p>Accessibility is for everyone! Thanks for everyone who make GNOME! A strong hug to my relatives and friends.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://leonardof.org/2009/08/09/interview-with-brazilian-orca-translator-tiago-casal/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Verificador ortográfico: com ou sem acordo ortográfico?</title>
		<link>http://leonardof.org/2009/03/29/verificador-ortografico-com-ou-sem-acordo-ortografico/</link>
		<comments>http://leonardof.org/2009/03/29/verificador-ortografico-com-ou-sem-acordo-ortografico/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 23:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicionário]]></category>
		<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[KDE]]></category>
		<category><![CDATA[OpenOffice.org]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.org/?p=489</guid>
		<description><![CDATA[A correção ortográfica do português do Brasil com Aspell ainda não se adequou ao acordo ortográfico. Se você usa software livre, informe nos comentários qual ortografia você quer usar: a nova, a antiga, ou as duas? <a href="http://leonardof.org/2009/03/29/verificador-ortografico-com-ou-sem-acordo-ortografico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há poucos anos passei a manter o vocabulário de português do Brasil para o Aspell, que é o verificador ortográfico usado pelos aplicativos GTK+/GNOME e KDE. Na verdade, (quase) tudo o que eu faço é converter para o Aspell <a href="http://www.broffice.org/verortografico">o vocabulário desenvolvido pelo BrOffice.org</a>. Depois que o BrOffice.org passou a trabalhar só com a nova ortografia, eu parei de atualizar o vocabulário do Aspell &mdash; afinal, <a href="http://leonardof.org/2008/09/30/acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa-agora-e-lei/pt/">a ortografia antiga continua válida até o fim de 2012</a>. Devido a outros compromissos, ainda não consegui realizar meu projeto, que seria a criação de um vocabulário com ambas ortografias, e o usuário poderia escolher na hora qual usar.</p>
<p>Por isso eu quero saber de vocês, usuários de software livre, que ortografia vocês usam ou gostariam de usar em seus documentos. Vocês preferem manter a ortografia antiga, adotar a ortografia nova, ou usar as duas alternadamente?</p>
<p>Por favor, usem os comentários abaixo para falarem sobre as próprias necessidades de verificação ortográfica; também vale comentar sobre familiares, amigos e conhecidos. <a href="A correção ortográfica do português do Brasil com Aspell ainda não se adequou ao acordo ortográfico. Se você usa software livre, informe nos comentários qual ortografia você quer usar: a nova, a antiga, ou as duas?">Meus</a> <a href="http://leonardof.org/2008/03/29/acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa-marco-de-2008/pt/">artigos</a> <a href="http://leonardof.org/2007/08/10/acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa/pt/">anteriores</a> sobre o acordo ortográfico tiveram uma discussão muito longa e pouco produtiva, de forma que não poderei aceitar comentários com a <em>opinião</em> de alguém sobre o acordo ortográfico, favorável ou não. Dessa vez estou interessado em saber qual é, na prática, a ortografia que vocês estão <em>usando</em> ou pretendem usar nos próximos meses.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://leonardof.org/2009/03/29/verificador-ortografico-com-ou-sem-acordo-ortografico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>50</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Salve seus comprovantes de pagamento em formato PDF</title>
		<link>http://leonardof.org/2008/12/09/salve-seus-comprovantes-de-pagamento-em-formato-pdf/</link>
		<comments>http://leonardof.org/2008/12/09/salve-seus-comprovantes-de-pagamento-em-formato-pdf/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 00:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[KDE]]></category>
		<category><![CDATA[Mozilla]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.org/?p=402</guid>
		<description><![CDATA[Se você movimenta sua conta bancária ou faz compras pela internet, pode ficar na dúvida entre imprimir ou descartar o comprovante. Mas a terceira opção é a mais simples e efetiva: salvar em formato de arquivo. Em vez de imprimir &#8230; <a href="http://leonardof.org/2008/12/09/salve-seus-comprovantes-de-pagamento-em-formato-pdf/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você movimenta sua conta bancária ou faz compras pela internet, pode ficar na dúvida entre imprimir ou descartar o comprovante. Mas a terceira opção é a mais simples e efetiva: salvar em formato de arquivo. Em vez de imprimir normalmente, você pode usar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre">software livre (e gratuito)</a> para <strong>imprimir em formato PDF</strong>. Essa captura de tela (<cite lang="en">screenshot</cite>) por exemplo, foi feita ao imprimir o comprovante de um pagamento feito com o <a href="http://www.gnome.org/projects/epiphany">Epiphany</a>, o navegador da Web padrão para o <a href="http://www.gnome.org/">GNOME</a>:</p>
<p><span id="more-402"></span></p>
<p><img src="http://leonardof.org/wordpress/wp-content/uploads/2008/12/comprovante.png" alt="Diálogo de impressão do GNOME, oferencendo a impressão para um arquivo em PDF" title="comprovante" width="679" height="557" class="centered" /></p>
<p>O universo do software livre está repleto de soluções para impressão em PDF. O diálogo de impressão acima está disponível a todos os aplicativos baseados no kit gráfico GTK+, como os feitos para GNOME ou <a href="http://www.xfce.org/">XFCE</a>. O <a href="www.kde.org">KDE</a> também oferece um recurso semelhante, e existe uma &#8220;<a href="http://www.cups-pdf.de/">impressora PDF</a>&#8221; para o <a href="http://www.cups.org/">CUPS</a>, que é o gerenciador de impressão padrão do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux">GNU/Linux</a> e outros sistemas operacionais semelhantes ao UNIX (inclusive, recentemente, Mac OS X). E o <a href="http://br.mozdev.org">Mozilla Firefox</a>, cuja popularidade não pára de crescer, pode usar ou os recursos acima, ou <a href="https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/5971">um complemento específico</a>.</p>
<p>Se você já sabe <em>como</em> imprimir em PDF, resta saber <em>onde</em> salvar esses arquivos. Eu prefiro salvar todos os comprovantes em uma única pasta, <a href="http://leonardof.org/2008/11/09/ola-thunar/pt/">como faço com meus artigos científicos</a>. É mais prático, e garante que depois eu saiba onde procurar o arquivo. Para que isso funcione, vai a dica de começar os nomes de arquivo pela data, em formato <tt>aaaa-mm-dd</tt> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ISO_8601">ISO 8601</a>). Dessa forma os arquivos serão sempre listados em ordem cronológica, facilitando a localização do comprovante desejado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://leonardof.org/2008/12/09/salve-seus-comprovantes-de-pagamento-em-formato-pdf/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com tradutores do KDE</title>
		<link>http://leonardof.org/2008/11/10/entrevista-com-tradutores-do-kde/</link>
		<comments>http://leonardof.org/2008/11/10/entrevista-com-tradutores-do-kde/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 10:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[KDE]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.org/?p=346</guid>
		<description><![CDATA[Em janeiro de 2008 eu tive a oportunidade de entrevistar 4 tradutores brasileiros do KDE, para conhecer e divulgar o funcionamento dessaa equipe brasileira de tradução de software livre. Os entrevistados foram os coordenadores Fernando Boaglio, Diniz Bortolotto e Stephen &#8230; <a href="http://leonardof.org/2008/11/10/entrevista-com-tradutores-do-kde/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em janeiro de 2008 eu tive a oportunidade de entrevistar 4 tradutores brasileiros do KDE, para conhecer e divulgar o funcionamento dessaa equipe brasileira de tradução de software livre. Os entrevistados foram os coordenadores <a href="http://www.boaglio.com">Fernando Boaglio</a>, Diniz Bortolotto e Stephen Killing, e ainda <a href="http://piacentini.livejournal.com/">Mauricio Piacentini</a>, tradutor veterano e desenvolvedor do KDE. Foi um bate-papo muito proveitoso, que inclusive inspirou parte das mudanças recentes na tradução do GNOME. Não consegui publicar a entrevista até hoje, por uma série de motivos, mas antes tarde que nunca <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-wink.png' alt=';)' class='wp-smiley' />  Desejo a vocês uma boa leitura, e fico na expectativa de que os entrevistados comentem as novidades destes últimos 10 meses!</p>
<p><span id="more-346"></span></p>
<blockquote>
<p><b>Como funciona, em linhas gerais, a tradução do KDE?</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: Existe uma grande divisão dos arquivos para traduzir. Existem os textos presentes dentro dos programas — a gente chama essa parte de &#8220;GUI&#8221; — e existem os textos que aparecem na ajuda dos programas, quando você vai no menu Ajuda ou pressiona F1 — essas mensagens a gente chama &#8220;DOC&#8221;. Primeiro eu posso explicar um pouco do nosso processo, depois eu posso falar um pouco de história da nossa equipe =)</p>
<p>Hoje o Stephen está mais responsável pela parte DOC; e o Diniz e eu, pela parte GUI — mais o Diniz que eu. Hoje para ajudar o projeto o voluntário pode fazer o papel de tradutor ou o papel de revisor. O KDE tem diversos pacotes (p. ex. kdebase), assim como o GNOME; nós procuramos deixar pelo menos 1 pessoa responsável por cada pacote. Existem pacotes com mais de um tradutor; nesse caso o responsável pelo pacote é  o &#8220;coordenador&#8221; das traduções. Hoje nós encorajamos o tradutor a ter mais autonomia: nós sugerimos que ele crie uma conta no SVN do KDE.org para baixar e commitar as coisas sozinho. O playground-utils, por exemplo, tem o Diniz como responsável.</p>
<p>Nós forçamos os tradutores a usarem o VP e o KBabel, e temos o tutorial de instalação e configuração no site. Alguns não usam o KBabel, mesmo assim forçamos o uso do VP sempre!</p>
<p><b>Diniz</b>: O VP (Vocabulário Padrão) está meio desatualizado, né?</p>
<p><b>Boaglio</b>: Bom, o [Jorge] Godoy fez o <a href="http://vp.godoy.homeip.net">novo VP</a> e por enquanto está no site dele. Espero que o quanto antes ele vá para o site oficial. Baseado no VP nós geramos um vp.po que é usado no KBabel para auxiliar nas traduções.</p>
<p><b>Parece que as traduções são mantidas num módulo à parte, e atualizadas no SVN do KDE por um script quando o código-fonte é alterado. Isso não atrapalha?</b></p>
<p><b>Diniz</b>: Eu acho que não. Imagina o desenvolvedor ter que fazer isso na mão! A regra geral é fazer o comando <tt>svn update</tt> antes de traduzir. Eu faço isso todo dia. [No GNOME, os catálogos de mensagens no repositório de Subversion só são alterados pelos tradutores. Um script atualiza os catálogos automaticamente, mas os disponibiliza <a href="http://l10n.gnome.org">em outro lugar</a>.]</p>
<p><b>E não acontece conflito?</b></p>
<p><b>Diniz</b>: Sim! Aí que começa a encrenca! Por isso já combinei com o Boaglio de fazer um pequeno HOWTO para aqueles kolegas que têm mais dificuldade. Eu, como tenho mais prática, faço na mão mesmo, sem problema.</p>
<p><b>Piacentini</b>: Só acrescentar que o scripty (programa que roda automaticamente) também extrai strings dos arquivos .desktop e outros. Portanto no mesmo esquema de localização a gente &#8220;ganha&#8221; traduções de componentes extras de cada programa, como os temas gráficos dos games. Isso reduz a necessidade do desenvolvedor se preocupar com isso. [O mesmo acontece no GNOME.]</p>
<p><b>Não encontrei na documentação do KDE qualquer menção a algo como o <a href="http://live.gnome.org/ReleasePlanning/Freezes"><em>string freeze</em> do GNOME</a>. Isso não faz falta?</b></p>
<p><b>Piacentini</b>: Nosso equivalente do string freeze é o <em>message freeze</em>. No caso do KDE 4.0, <a href="http://techbase.kde.org/Schedules/KDE4/4.0_Release_Schedule">foi em 17 de novembro de 2007</a>. Mais ou menos 30 a 45 dias antes do <em>tagging</em> final, para dar tempo aos tradutores.</p>
<p><b>Diniz</b>: Existem três <em>working copies</em>: <tt>stable</tt>, <tt>kde3</tt> e <tt>kde4</tt>. O <tt>kde3</tt> e o <tt>stable</tt> fazem parte de um &#8220;mais ou menos&#8221; único conjunto do KDE 3.5.8. O <tt><a href="http://websvn.kde.org/branches/stable/l10n/pt_BR/messages/">stable</a></tt> é a versão atual (3.5.8); assim você pode atualizar seu KDE sem ter que esperar a nova versão. O <tt><a href="http://websvn.kde.org/trunk/l10n-kde3/pt_BR/messages/">kde3</a></tt> é o próximo lançamento do KDE 3, se houver — versão 3.5.9. E o <tt><a href="http://websvn.kde.org/trunk/l10n-kde4/">kde4</a></tt> é para o KDE 4.0.0.</p>
<p><b>Como assim, &#8220;&#8216;mais ou menos&#8217; único conjunto do KDE 3.5.8&#8243;?</b></p>
<p><b>Diniz</b>: &#8220;Mais ou menos único&#8221; porque alguns pacotes só existem no <tt>stable</tt> (p. ex. kdebase, extragear-office), e outros só no <tt>kde3</tt> (p. ex. playground-base, extragear-network).</p>
<p><b>Piacentini</b>: O que acontece é que bem AGORA o estado das coisas está mudando: hoje [8 de janeiro de 2008] por exemplo foi criado o <tt><a href="http://websvn.kde.org/branches/stable/l10n-kde4/">stable/l10n-kde4</a></tt>. O <tt>trunk</tt> agora é o código (e traduções) que vão formar o KDE 4.1.</p>
<p><b>Então, se o koffee 3.5.8 (inventado) estiver 80% traduzido, existe uma chance de conseguir sua tradução completa antes do 3.5.9?</b></p>
<p><b>Diniz</b> Sim! Essa é a idéia! Não parece boa?</p>
<p><b>Muito! Como o usuário faz para obter essa atualização?</b></p>
<p><b>Diniz</b>: A mehor forma é via SVN, mas depende de certo conhecimento. Ou a equipe responsável pela sua distribuição pode fazer isso.</p>
<p><b>Boaglio</b>: O Diniz fez um script bem fácil de usar que facilitou bastante a vida de quem não conhece SVN e seus comandos.</p>
<p><b>Diniz</b>: Pois é, estou devendo uma atualização no script <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' />  (Link: <a href="http://mail.kde.org/pipermail/kde-i18n-pt_br/2007-March/000605.html">primeira versão do script</a>.)</p>
<p><b>Stephen: você poderia resumir para nós o processo de tradução da documentação do KDE?</b></p>
<p><b>Stephen</b>: É o mesmo processo da GUI, pois a documentação também é convertida em arquivos do tipo POT. Simplesmente os &#8220;strings&#8221; a serem traduzidos são mais compridos.</p>
<p><b>Por que, então, existem arquivos docbook em português dentro do módulo com as traduções?</b></p>
<p><b>Piacentini</b>: Os arquivos docbook são gerados a partir dos docmessages pelo script <tt>update_xml</tt>. Caso o arquivo no docmessages esteja incompleto o doc não é atualizado. Tendo os POT, pode-se traduzir com o KBabel. [No GNOME, o código-fonte da documentação inclui o docbook original e os catálogos de mensagem; os docbooks traduzidos são criados durante a compilação. Se não a tradução não incluir ilustrações, o docbook traduzido usa as ilustrações originais.]</p>
<p><b>Então os docbooks traduzidos são gerados dentro do SVN, e não durante a compilação?</b></p>
<p><b>Piacentini</b>: Sim, exato, apenas para docs. No caso das messages (GUI), os arquivos <tt>.mo</tt> são gerados pelo <tt>make install</tt>. Isso dá à equipe de tradução a opção de apenas atualizar o docbook quando a traduçao está completa. Enquanto isso, continua tendo um docbook válido (o último gerado antes da inclusão de novas strings).</p>
<p><b>Se o catálogo não estiver todo traduzido, o docbook traduzido fica inválido?</b></p>
<p><b>Piacentini</b>: Ele nem chega a ser gerado/updatado. São geradas mensagens de erro para o tradutor. Acho que o Stephen pode falar melhor sobre isso, ele é o expert!</p>
<p><b>Stephen</b>: De vez em quando você encontra programas com certos itens no menu sem descrição na ajuda, quando o doc não foi atualizado. Nunca vi mensagem de erro na leitura de documentação.</p>
<p><b>O que uma pessoa precisa fazer para começar a colaborar com o projeto brasileiro de tradução do KDE?</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: A pessoa precisa (1) ler o tutorial do site; (2) se inscrever na lista; (3) escolher em qual pacote deseja ajudar; (4) se for o caso pedir para o admin (do kde.org) para criar sua conta no SVN; e (5) traduzir e commitar as coisas, sempre que possível avisando na lista o que está fazendo.</p>
<p><b>Como é a política de atribuição de contas de Subversion aos tradutores brasileiros?</b></p>
<p><b>Diniz</b>: A maioria dos Kolegas tem acesso no SVN. Começa por <a href="http://developer.kde.org/joining/applysvnaccount.php">esse documento</a>, depois o sysadm entra em contato com os adms do kde-pt_BR para saber se a pessoa que pediu acesso faz parte da equipe. Alguém que queira traduzir um pacote/arquivo sem ter acesso de &#8220;commit&#8221; no SVN pode fazer apenas um <tt>svn checkout</tt> no nosso &#8220;svn anônimo&#8221; e depois enviar para alguém com acesso de commit, normalmente via e-mail mesmo.</p>
<p><b>Como funciona a revisão das traduções?</b></p>
<p><b>Diniz</b>: Não tem um processo formal definido. A regra geral é: achou algo errado? Tem acesso de commit? Vai lá e corrige. Não tem acesso? Abre um relatório no bugs.kde.org ou entre em contato com os adms do projeto.</p>
<p><b>Além do Kbabel, que outras ferramentas os tradutores do KDE usam?</b></p>
<p><b>Diniz</b>: O KBabel é nossa ferramenta básica. É muito prático e eficiente!</p>
<p><b>Stephen</b>: Realmente o KBabel funciona e facilita o processo.</p>
<p><b>Boaglio</b>: Alguns usam o poEdit, mas poucos.</p>
<p><b>Diniz</b>: Ah, é mesmo&#8230; Eu já testei. Mas não se compara ao Kbabel. <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><b>Quando, e como, vocês começaram a participar da tradução do KDE?</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: Vou passar a versão resumida senão vamos passar a madrugada <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile-big.png' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Usando o KDE2 achei alguns erros de português e resolvi ajudar o projeto. Eu participava havia alguns anos do LDP-BR, e tinha criado um howto (Oracle-Howto-br). Não sei o GNOME, mas o KDE estava na mão do pessoal da Conectiva [Atualmente parte da Mandriva], de uma pessoa chamada Tacão. Mandei e-mail e nada&#8230; Depois de reclamar para a lista LDP-BR eu descobri pelo Godoy (que ainda estava na Conectiva) que esse cara tinha saído. Ele foi embora e abandonou o projeto junto! Eu queria ajudar e quis assumir a coisa; felizmente (e bota felizmente nisso) a Lisiane (que ainda ajuda nas traduções) assumiu comigo e me ajudou bastante.</p>
<p>No começo era só ela que tinha acesso ao CVS, ela controlava tudo num arquivo txt e mandava os arquivos para as pessoas traduzirem. Esse processo funciona muito bem, mas deixa o admin ferrado para commitar e atualizar toda hora, por isso apostamos nesse esquema de cada um com sua conta. Depois disso infelizmente a Lisiane saiu da administração e fiquei um tempo sozinho; aí chamei o Stephen pra ajudar na parte de Doc. Em paralelo temos uma lista kde-i18n que os tradutores do mundo trocam informações; nessa lista aí (e na nossa também) eu vi que o Diniz tava participando pra caramba — digamos, muito mais que eu&#8230; — aí eu percebi que o projeto precisava dele como administrador =) Felizmente ele aceitou!</p>
<p>Eu fiz um sisteminha em PHP/MySQL para controlar os tradutores e pacotes, que não deu certo.  Depois de um tempo eu fiz uma versão mais simples dele e coloquei no site lá. O novo projeto agora é migrar tudo de lá para o wiki do kde.org.br. [No site atual] a manutenção é toda php/mysql na unha, o que não é nada prático.</p>
<p><b>Diniz</b>: O codigolivre é parceiro, mas às vezes fica off-line <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-sad.png' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Lá em 2006 eu pensei: bem que eu podia fazer alguma coisa pela comunidade do software livre, mas programação não é muito minha praia. Aí resolvi ajudar na tradução do KDE. Mandei a mensagem em 17 de fevereiro de 2006. Está guardada <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-wink.png' alt=';)' class='wp-smiley' />  Entrei em contato com o Boaglio e fui aprendendo&#8230; Primeiro peguei uns pacotes pequenos e ainda não traduzidos. Depois de um tempo, quando eu já tava mais craque, peguei mais pacotes e em 17-01-2007 o Boaglio me convidou para ajudar como admin. Hoje acho que posso dizer que tenho um bom conhecimento da estrutura do projeto e das ferramentas. O próximo passo é melhorar a parte, digamos, de divulgação e organização do projeto. Isso exige habilidades mais administrativas mesmo, do que técnicas.</p>
<p><b>Stephen</b>: Mais ou menos em 2003, quando ainda era KDE 2.x. Mas nem lembro como comecei a participar! Eu também não sou muito programador e tive a mesma idéia o Diniz. Fora que havia umas traduções muito ao pé da letra, que em português não faziam sentido.</p>
<p>Eu era uma das pessoas que enviava traduções em txt para a Lisiane; não tinha paciência com o KBabel na época. Marcus Gama era o coordenador dos DOCS, mas ele foi para o Sudão (ele é militar). Ele pediu para alguém cobrir para ele, mas a Lisiane já tinha bastante trabalho, então eu assumi.</p>
<p><b>Qual foi o papel da Conectiva na localização de software livre para o português do Brasil?</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: Ela forneceu infraestrutura necessária, e até hoje os servidores estão lá. Claro que sabemos que ela teve interesse na tradução, mas ela disponibilizou o projeto para quem quisesse ajudar.</p>
<p><b>Diniz</b>: Conectiva! O primeiro Linux a gente nunca esquece. <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><b>Stephen</b>: Usei o Conectiva 7 primeiro, muito bom comparado com as outras distros da época.</p>
<p><b>Boaglio</b>: Eu acho q na época a Conectiva e o LDP-BR era parecido com o que é o Sun Microsystems e o Java. Era livre para qualquer um entrar mas <strong>sempre</strong> na coordernação estavam pessoas da Conectiva. Toda a estrutura ainda é lá, qualquer alteração no site <strong>deveria</strong> ser feita por pessoas da Conectiva.</p>
<p><b>Quando você fala que a Conectiva controlava o LDP, voê está se referindo à tradução para o pt_BR, certo?</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: E a do KDE, do HowTo e das man pages.</p>
<p><b>Por que a &#8220;zona franca&#8221; entre as equipes é uma lista chamada <tt>ldp-br?</tt></b></p>
<p><b>Boaglio</b>: Porque dela vêm os padrões, o Vocabulário Padrão entre outras coisas. No site do LDP tem <a href="http://br.tldp.org/como_participar/faq.html">um FAQ que eu fiz</a> que explica melhor.</p>
<p><b>Diniz</b>: Criado em 26/06/2002 ? Tu tá velho hein? <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><b>Boaglio</b>: Jurassic Boaglio!</p>
<p><b>O que vocês acham que poderia melhorar no processo de localização de software livre?</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: No geral ou no KDE?</p>
<p><b>Ambos <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' />  E tanto no Brasil quanto a nível internacional.</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: No KDE temos um certo índice alto de desistências, acho q temos que melhorar o processo, talvez uma mistura do que era antes e do que é hoje. Para melhorar eu tenho algumas sugestões:</p>
<ul>
<li>
Migraçao do site do br.tldp.org para um wiki q possamos alterar; criação de tutoriais de uso do kbabel e dos scripts;
</li>
<li>
Adoção do VP por todos os projetos, pelo site opter uma lista das possíveis traduções, possibilidade de editar/adicionar novos termos;
</li>
<li>
Um esquema global de &#8220;suporte&#8221; ao usuário final: uma interface web através da qual qualquer usuário de KDE, GNOME, Firefox, BrOffice.org pudesse informar uma tradução errada e isso chegar na equipe de tradução responsável. Seria tipo um &#8220;canal aberto&#8221; ou &#8220;help-desk&#8221; =)
</li>
</ul>
<p>Acho que é só isso. <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><b>Diniz</b>: Existe muita coisa que a gente pode fazer, mas que ainda não está bem clara/decidida <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Não só no KDE, mas nos outros projetos também.</p>
<p><b>Sim, faz parte! Acho fácil aproximar as equipes do KDE e do GNOME. Não tenho tanta certeza quanto às do BrOffice.org e do br.mozdev.org.</b></p>
<p><b>Diniz</b>: Talvez um ponto de convergênia seja realmente o VP. Não acha?</p>
<p><b>Sim. O GNOME tinha um equivalente próprio, parecido mas não 100% concordante, mas estamos caminhando cada vez mais na direção do VP. Eu fico pensando se não valeria a pena ter uma lista de discussão única, ou seja, os projetos todos usarem um substituto do ldp-br@ no lugar das listas de cada projeto específico. Só não poderia ter e-mails automáticos tipo TP-robot ou debian!</b></p>
<p><b>Diniz</b>: O nível de discussão iria subir bastante, mas a complexidade de administrar também. <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Imagina, fulano diz &mdash; No gnome é assim &mdash;, beltrano responde &mdash; Mas o kde é assado. <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><b>A <a href="http://lists.freedesktop.org/archives/xorg/">lista do xorg</a> tem tudo quanto é assunto e é tranqüila <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' />  Dá para discutir vários assuntos na mesma lista.</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: Acho que assuntos internos do tipo &#8220;fulano vai traduzir o kde-multimedia&#8221; não fazem sentido numa lista LDP-BR, pra isso usam-se as listas internas.</p>
<p><b><em>Talvez</em> se a lista fosse a mesma, algumas discussões seriam mais interessantes. Por exemplo, estamos discutindo a tradução de &#8220;match&#8221; (correspondência, coincidência, resultado, ocorrência etc) na lista do GNOME. Se quisermos adotar um padrão diferente de &#8220;correspondência&#8221; (VP) vamos ter que mudar a discussão de lista.</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: Ah, esqueci de um item lá para melhorar a tradução: abandono da lista e criação de um fórum.</p>
<p><b>Fórum?</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: Lista de e-mail era interessante quando eu usava e-mail em 1994 =) Cria um fórum para o VP, outro para outras discussões, etc., tudo fica online, fácil de usar, de consultar, etc.</p>
<p><b>A interface web das listas convencionais realmente deixa a desejar. Talvez o google groups (<a href="http://groups.google.com/group/vim_use/about">exemplo</a>), que tem um pouco de cada?</b></p>
<p><b>Diniz</b>: É, mas no fim desemboca em e-mail mesmo. <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-smile.png' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><b>Boaglio</b>: E acaba gerando aqueles mesmos e-mails com as mesmas perguntas, porque o pessoal não sabe onde consultar.</p>
<p><b>Diniz</b>: Nesse ponto o wiki é melhor. Bastar ter o link dos tutoriais e manter atualizado.</p>
<p><b>Para encerrar: como vai a tradução do KDE 4.0 para o português do Brasil?</b></p>
<p><b>Boaglio</b>: Diniz, é contigo!</p>
<p><b>Diniz</b>: No último ano, começou o desenvolvimento e a tradução do kde4. Neste ponto eu já tinha assumido a responsabilidade pelos principais pacotes do kde (kdebase e kdelibs). Um problema que eu percebi, e o Boaglio já comentou, é que os tradutores diminuiram o nível de trabalho (commits) e ficou meio pesado ajudar com os outros pacotes. No entanto, como o kde4 foi uma evolução do kde3, foram aproveitadas muitas traduções já existentes. Com a colaboração dos Kolegas, chegamos no dia do tagging com 85% da interface gráfica traduzida, sendo que os 15% que faltaram foram mais nos pacotes que chamamos de extragear e playground, ou seja, não fazem parte dos essenciais (kdebase, kdelibs, kde-pim, kde$$$). Então, acho que levando em conta as dificuldades e o tempo disponível para tradução, fizemos um bom trabalho.</p>
<p><b>Nossa, atualizar tudo isso para um lançamento deve se duro mesmo! No gnome contamos como &#8220;100%&#8221; só aqueles com ciclo semestral. Pessoal, muito obrigado pela disposição; assim que eu melhorar da tendinite publico a entrevista. E feliz KDE 4!</b></p>
</blockquote>
<p>Os trechos entre colchetes são esclarecimentos meus, e não respostas dos entrevistados. Reparem que dois entrevistados não puderam permanecer até o fim da conversa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://leonardof.org/2008/11/10/entrevista-com-tradutores-do-kde/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Back from fisl 9.0</title>
		<link>http://leonardof.org/2008/04/27/back-from-fisl-90/</link>
		<comments>http://leonardof.org/2008/04/27/back-from-fisl-90/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 04:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fontenelle</dc:creator>
				<category><![CDATA[GNOME]]></category>
		<category><![CDATA[KDE]]></category>
		<category><![CDATA[Software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://leonardof.org/2008/04/27/back-from-fisl-90/en/</guid>
		<description><![CDATA[My participation in the 9th edition of FISL (International Free Software Forum). I made a presentation about the Brazilian GNOME translation team, made plans with Brazilian translators from other free software projects, and met fellows from the GNOME Brazil community. <a href="http://leonardof.org/2008/04/27/back-from-fisl-90/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>It was about time to tell how it was for me to participate in the <a href="http://fisl.softwarelivre.org/9.0/www/"><abbr title="9th International Free Software Forum">fisl 9.0</abbr></a>!  <a href="http://leonardof.org/2008/03/24/hello-fisl/en/">As I said before</a>, I made a presentation about the work of the <a href="http://br.gnome.org/bin/view/GNOMEBR/Traducao">Brazilian GNOME translation team</a>, while <a href="http://www.boaglio.com/">Fernando Boaglio</a> did the same for KDE. <a href="http://www.slideshare.net/leonardof/tupiniquizando-o-gnome/">My presentation is available in SlideShare (in Portuguese)</a>.</p>
<p><span id="more-160"></span></p>
<p>One or two weeks before the event, I came to the conclusion I should have joined <a href="http://foundation.gnome.org">GNOME Foundation</a> a long time ago. As a result, since FISL you can reach me through <tt>leonardof</tt> at <tt>gnome</tt> dot <tt>org</tt> <img src='http://leonardof.org/wp-content/plugins/tango-smilies/tango/face-wink.png' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Naturally, making the presentation was not my only objective for FISL. I was able to meet a translators from different free software project, and we agreed on taking on an old idea. We will have a central website for all the FOSS translation in Brazil, similar to <a href="http://traduc.org/">Traduc.org</a>. Larger projects will continue to use its own infrastructure, and the new website will simply link them. For smaller projects, the website itself should eventually provide the translation infrastructure. We already have a <a href="http://bazar2.conectiva.com.br/mailman/listinfo/ldp-br">mailing list</a>, despite some administrative restrictions.</p>
<p>I was also able to meet a lot of people from the <a href="http://br.gnome.org">GNOME Brazil community</a>. It was great to meet in person people I knew only through text! Our meeting included even a barbecue after FISL, and a walk in a craft fair in Porto Alegre. I forgot some stuff of mine at Porto Alegre; folklore says it&#8217;s a sign that I didn&#8217;t want to leave!</p>
<p>Last, but not least, at I was finally got a GNOME t-shirt for me!</p>
<p>(I still didn&#8217;t upload my photos, but you can check photos from <a href="http://www.flickr.com/photos/hdoria/2434600389/">Hugo Doria</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/jwendell/2441627100/">Jonh Wendell</a> and <a href="http://www.flickr.com/photos/fb/2432074607/">Fernando Boaglio</a>.)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://leonardof.org/2008/04/27/back-from-fisl-90/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- WP Super Cache is installed but broken. The path to wp-cache-phase1.php in wp-content/advanced-cache.php must be fixed! -->
